Editorial

Pelotas acompanha a tendência mundial

15 de Novembro de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A sanção pela prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) da lei 6.616, de autoria do vereador Roger Ney (PP), coloca Pelotas entre as cidades que decidiram banir dos estabelecimentos comerciais - e consequentemente da vida da população - os canudos plásticos. Trata-se de um entre tantos produtos que não têm mais espaço no dia a dia das pessoas por sua capacidade poluidora e pouca praticidade, afinal, quem o reaproveita depois de ser usado uma única vez?

A lei municipal 6.616, publicada nesta quarta-feira, obriga que sejam fornecidos apenas canudinhos feitos de papel biodegradável ou recicláveis individualmente e hermeticamente embalados. Atinge restaurantes, lanchonetes, bares, barracas de praia, vendedores ambulantes e outros tipos de comércio que costumam oferecer o produto. Todos terão prazo de seis meses - a partir da segunda quinzena de maio de 2019 - para se adequar. Segundo a prefeitura, quem descumprir a lei terá como multa a obrigação de doar uma tonelada de ração ao Canil Municipal ou à Hospedaria de Grandes Animais.

A ideia ganhou o Brasil depois que o Rio de Janeiro tornou-se a primeira cidade a abolir o uso do canudo plástico - também trocado por biodegradáveis. No Rio Grande do Sul, outros municípios abraçaram a proposta e já aprovaram leis semelhantes, como Santa Maria e Rio Grande.

A vilanização do produto cresce pelo mundo mais pela já tardia percepção de que ele, além de não ser prático, é extremamente danoso. Usa-se uma vez, joga-se fora e polui-se o meio ambiente durante centenas de anos, pelo tempo que leva até se decompor. A lei municipal é relevante principalmente porque irá fomentar um bom hábito no cotidiano das pessoas. E os vereadores podem contribuir ainda mais, ampliando a regra para copos e sacolas plásticas.

(*) Ao contrário do que foi publicado ontem neste espaço, o Theatro Sete de Abril irá completar 185 anos e não 180.


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