Editorial

Que venham os argentinos

09 de Dezembro de 2019 - 05h01 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Um acordo assinado na última semana entre Brasil e Argentina ampliará a frequência de voos semanais entre os países. A medida atende uma reivindicação antiga de revisar a política de serviços aéreos, firmada em 1948 com os hermanos e estimula o turismo. A partir de agora, os atuais 133 voos passam para 170 por semana e não haverá mais limite para voos de transporte de carga. A decisão tem efeito imediato e não precisa de aprovação do Congresso Nacional.

Principal emissor de turistas estrangeiros ao Brasil, a Argentina, segundo o ministro Marcelo Álvaro Antônio, sempre foi uma grande parceira do Brasil para alavancar o turismo, com geração de emprego e renda para ambas as nações. "Esse acordo é de extrema importância para o crescimento ainda maior do fluxo de turistas entre os países vizinhos e o fortalecimento de uma parceria profícua com a Argentina", defendeu. Conforme Álvaro Antônio, a pactuação possibilita ao cidadão mais oferta de voos, mais competividade, mais destinos atendidos, mais dinheiro na economia e mais empregos.

Álvaro Antônio reforça ainda que a medida vai ao encontro de uma série de resultados que vem sendo alcançados pelo governo federal com a abertura de mercado e atração de investimentos ao Brasil. O principal objetivo, diz ele, é trazer ainda mais turistas argentinos e fortalecer a nossa economia. Dados do Ministério do Turismo apontam que, em 2018, 2,4 milhões de argentinos vieram para o país, o que representou 37,7% do total de visitantes estrangeiros.

Até então, o Memorando de Entendimento mais recente entre os países havia sido assinado em 2006 e continha os limites que eram aplicados até hoje. Antes do aumento, todas as frequências estavam sendo ocupadas pelas companhias aéreas brasileiras e a demanda por mais voos seguia crescente. E, como as empresas não podiam solicitar voos para rotas incluídas no acordo bilateral, não havia margem para uma companhia aérea oferecer um novo voo entre Rio de Janeiro e Buenos Aires, por exemplo.


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