Editorial

Quem ficou sem merenda escolar

25 de Maio de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

O fechamento de escolas durante a pandemia levou automaticamente à suspensão da oferta de alimentos aos estudantes, programa que, entre os países da América Latina e o Caribe, contempla um universo formado por 85 milhões de crianças. O número mais relevante desse cenário, porém, vem a seguir: para cerca de dez milhões de meninos e meninas, a alimentação escolar sempre foi uma das principais fontes de alimentos seguros que recebem diariamente. Logo, a partir do cancelamento das aulas, eles tiveram suspensa tal garantia.

Formou-se então, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um enorme desafio para os governos garantirem o estado nutricional das crianças, principalmente aquelas pertencentes aos grupos mais vulneráveis.

No começo da pandemia, a maioria das redes de ensino organizou e distribuiu a merenda escolar às famílias necessitadas, em iniciativas que ajudaram adultos e menores de idade a suprir a carência muitas vezes garantida pelos educandários.

Porém, mais ainda pode ser feito, lembra a FAO, que elaborou uma série de dicas para contribuir com os municípios nessa cruzada que ainda não tem data para terminar. Entre as medidas possíveis, os governos podem distribuir alimentos às famílias mais vulneráveis, estabelecendo prazos de entrega nas escolas ou por meio de unidades móveis; aumentar a alocação de recursos aos programas de proteção social; entregar alimentação de emergência às comunidades e territórios vulneráveis; isentar de impostos alimentos básicos às famílias com crianças em idade escolar; e entregar em domicílio alimentos frescos, se possível da agricultura local.


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