Mosquito

Vigilância identifica 70 focos do Aedes em Rio Grande

Em apenas quatro meses, Estado tem número recorde de mortes e infecções autóctones por dengue

03 de Maio de 2022 - 20h38 Corrigir A + A -
SES decretou no último dia 27 estado de alerta máximo contra a doença no Rio Grande do Sul (Foto: Richard Machado - PMRG)

SES decretou no último dia 27 estado de alerta máximo contra a doença no Rio Grande do Sul (Foto: Richard Machado - PMRG)

A Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde identificou mais cinco focos do mosquito Aedes aegypti em Rio Grande, elevando para 70 o total na cidade. Além disso, o órgão aguarda o resultado de seis casos suspeitos de dengue no município, cujas amostras estão sendo analisadas pelo Laboratório Central (Lacen) em Porto Alegre. O Estado confirmou ontem mais um óbito pela doença.

Os cinco novos focos em Rio Grande foram encontrados em pontos estratégicos da área do Distrito Industrial. Conforme a coordenadora da Vigilância Ambiental, Márcia Pons, esses pontos são locais visitados a cada 15 dias.

Nesta semana, as visitas dos agentes de endemias continuam sendo realizadas nos bairros Cidade Nova, São Miguel e Hidráulica. Nesses pontos, os agentes realizam vistorias em busca de novos focos e orientam os moradores para descartar o lixo em locais apropriados, manter as piscinas tratadas durante todo ano, retirar pneus e colocá-los em local coberto, realizar com frequência a limpeza de calhas, manter ralos fechados e caixas d’água sempre fechadas, a fim de evitar condições favoráveis como criadouro para os mosquitos transmissores.

A Vigilância orienta, ainda, para o uso de repelente, principalmente, nas primeiras horas da manhã e no final da tarde, pois é neste horário que a fêmea do Aedes procura picar. Em caso de sintomas relacionados à dengue, como dores de cabeça atrás dos olhos, dores nas articulações, febre e coriza, a orientação é para procurar um médico.

Números recordes
Mais uma morte por dengue foi registrada no Rio Grande do Sul. Com a confirmação, o número de óbitos pela doença no ano chegou a 13, maior volume já registrado na série histórica. O número de casos contraídos dentro do RS, chamados de autóctones, de 13.336, também é o maior em um ano.

O último óbito foi registrado no município de Rondinha. As demais mortes já confirmadas ocorreram em Horizontina (2), Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul, Cachoeira do Sul, Lajeado, Chapada, Cristal do Sul, Igrejinha, Dois Irmãos, Boa Vista do Buricá e Jaboticaba. No ano passado, o Rio Grande do Sul registrou um total de 11 óbitos pela doença. Em 2020, foram seis.

A Secretaria da Saúde (SES) decretou no dia 27 alerta máximo contra a doença no Estado. Até o momento, 442 municípios gaúchos foram considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti. O número, que corresponde a 89% das cidades gaúchas, é o maior na série histórica do monitoramento, realizado desde o ano 2000.


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