Zona Sul

Taxa de contaminação por Covid-19 volta a acelerar em Rio Grande e Pelotas

O modelo prevê que Pelotas passará de 47843 casos confirmados em 23 de outubro para 49804 em 12 de novembro

25 de Outubro de 2021 - 17h48 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Os dados reais das cidades de Pelotas, Rio Grande e mais dez cidades do RS possibilitaram identificações paramétricas e posteriores previsões para os próximos 20 dias

Os dados reais das cidades de Pelotas, Rio Grande e mais dez cidades do RS possibilitaram identificações paramétricas e posteriores previsões para os próximos 20 dias

A análise desenvolvida por pesquisadores do Projeto Exactum, do Instituto de Matemática, Estatística e Física (Imef) da Universidade Federal de Rio Grande (Furg), indica aceleração na taxa de contaminação por Covid-19 em Rio Grande e Pelotas. Segundo os dados coletados até 23 de outubro, o Índice de Reprodução Basal (R) das cidades era de R0=1,08 e R0=1,06, respectivamente. A taxa acima de 1 aponta a aceleração da contaminação. Ou seja, 100 pessoas contaminadas em Rio Grande propagam o vírus para outras 108, enquanto em Pelotas 100 pessoas disseminam o vírus para outras 106.

Os dados reais das cidades de Pelotas, Rio Grande e mais dez cidades do RS possibilitaram identificações paramétricas e posteriores previsões para os próximos 20 dias, cujos resultados detalhados estão no módulo Simcovid do site exactum. As figuras seguintes resumem as situações de Pelotas e Rio Grande. Os pontos em vermelho correspondem ao número acumulado de casos reais, enquanto a curva em azul é a simulação com o modelo. A continuação da curva em azul para além dos pontos em vermelho corresponde à previsão para os próximos 20 dias.

O modelo prevê que Pelotas passará de 47843 casos confirmados em 23 de outubro para 49804 em 12 de novembro, enquanto Rio Grande passará de 20847 casos confirmados para 21905, nas mesmas datas. Estas previsões poderão se confirmar se não houver mudanças nas situações atuais dos municípios, principalmente correlatas ao isolamento social e ao ritmo da vacinação.

Análise

O estudo abrange geograficamente todo o RS, com o monitoramento de 12 cidades. Bagé, Canoas, Caxias do Sul, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, Santa Maria, Santa Rosa, Santana do Livramento, São Borja e Uruguaiana fazem parte da pesquisa, que desde fevereiro deste ano monitora a situação da pandemia. A média ponderada, com relação à população, do índice nas 12 cidades é de R0=0,98. A razão para o índice estar menor do que 1 é o avanço da vacinação no RS. Os dados coletados no dia 25 de outubro apontam que 75,1% da população adulta do RS está com o esquema vacinal completo. Porém, com relação à população residente, o percentual cai para 58,9%.

O professor Sebastião Gomes, do Imef, destaca a importância da colaboração dos pesquisadores Paulo Victor Lisbôa e Joice Marques, que atuam nas atualizações do site do Exactum. Ele salienta também o trabalho dos alunos Marina Rocha, Ana Luíza Arcanjo e Lucas Rosa, que auxiliam na obtenção e organização dos dados reais utilizados no simulador Simcovid 2.1.

SimCovid

O aplicativo desenvolvido pelos pesquisadores da FURG e do IFRS está disponível gratuitamente para download, o SimCovid (atualizado recentemente e que está na versão 2.1), com o qual o usuário não precisa ser especialista em matemática ou computação para realizar suas próprias simulações e análises de cenários. Este aplicativo pode ser baixado aqui.

Boletins sobre as situações de Pelotas e Rio Grande são disponibilizados periodicamente no espaço COVID-19, da página do Imef. Neste espaço encontra-se um livro e dois artigos científicos já publicados sobre a modelagem matemática que dá origem aos resultados apresentados no referido aplicativo e boletins informativos.

 


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