Pandemia

Rio Grande registra sétima morte por Covid-19

Vítima é um idoso de 65 anos, que já possuía outros problemas de saúde; nesta sexta-feira, passou a valer decreto que, entre outras medidas, proíbe acesso à praia do Cassino

03 de Julho de 2020 - 20h42 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

Equipes da prefeitura providenciaram bloqueios no acesso a espaços como a praia e quadras de futebol (Foto: Marcos Jatahy)

Equipes da prefeitura providenciaram bloqueios no acesso a espaços como a praia e quadras de futebol (Foto: Marcos Jatahy)

Medidas têm o objetivo de evitar a circulação da comunidade para conter a disseminação do vírus (Foto: Marcos Jatahy)

Medidas têm o objetivo de evitar a circulação da comunidade para conter a disseminação do vírus (Foto: Marcos Jatahy)

O novo coronavírus fez mais uma vítima em Rio Grande. A morte de um idoso de 65 anos foi confirmada na noite desta sexta-feira (3) pela equipe da Vigilância Epidemiológica. 

Pela manhã, o acesso à praia do Cassino e a áreas como a Henrique Pancada e o Rincão da Cebola, passou a estar interditado. A população está proibida de circular junto à orla, tanto de mar como lacustre. A medida integra o novo decreto editado pela prefeitura, com objetivo bem claro: conter a propagação da Covid-19.

O município tem o maior número de mortes registradas na região - com sete dos 16 óbitos - e, desde quinta-feira, passou a ocupar também o primeiro lugar em número de casos confirmados. Até o início da noite deta sexta eram 341.

As novas restrições ainda incluem mudanças no funcionamento de restaurantes e de supermercados. O uso de espaços públicos, como praças, quadras e centros esportivos e esplanadas, para fins de lazer e entretenimento, também fica proibido com as novas regras. "Buscamos um grande pacto social. Pedimos que as pessoas só saiam de casa quando necessário, pra que a gente possa superar este momento tão grave também na nossa cidade", enfatiza o prefeito Alexandre Lindenmeyer (PT).

A ocupação de leitos para o combate do novo coronavírus, em Rio Grande, tem sido um dos pontos centrais de preocupação. As únicas dez vagas de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Adulto específicas para a Covid-19, na Santa Casa, têm se mantido lotadas nos últimos dias, já que a estrutura também é referência para outras regiões do Estado. É urgente, portanto, conter a circulação do vírus, para evitar um colapso no sistema público de saúde.

Veja alguns pontos do decreto municipal
- Além da interdição e proibição de aglomeração nas zonas de orla e de espaços públicos para lazer, o decreto 17.232 ainda estabelece:
- Ficam proibidos os serviços de buffet nos restaurantes, que só deverão funcionar das 11h às 14h e das 18h às 21h;
- Já os supermercados deverão ficar de portas cerradas aos domingos.

Rio Grande aperta o rigor e terá Distanciamento e bandeiras próprios
O Governo do Estado anunciou, no final da tarde desta sexta-feira: a região de Pelotas composta por 22 municípios, ficará na bandeira vermelha a partir da próxima terça, quando passam a vigorar os novos níveis de risco, que colocam na balança o avanço da doença e a capacidade de resposta do sistema de saúde no território gaúcho.

Em Rio Grande, a comunidade deverá conhecer, neste sábado, o resultado da bandeira e os protocolos que deverão ser acatados no período de 7 a 13 de julho. O Modelo Papareia de Distanciamento Controlado adotará a mesma metodologia implementada no Rio Grande do Sul, mas com parte dos dados aplicados com olhar sobre a Zona Sul e não sobre a macrorregião - que inclui as cidades de Bagé e entorno - e com pesos diferenciados.

A intenção é criar um regramento que corresponda mais diretamente à realidade local e assegure fixar - se necessário - medidas mais duras, para conter a disseminação da pandemia. Na sexta-feira pela manhã, em live pelas redes sociais, o prefeito, o vice-reitor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Danilo Giroldo, e o professor Tiaraju Freitas explicaram como deverá funcionar o sistema e ressaltaram a importância de ações municipais.

"A população pode esperar uma situação de gravidade considerável", afirmou o vice-reitor, ao referir-se à cor da bandeira. "Poderemos ter protocolos bastante restritivos no funcionamento de comércio, indústria e serviços", adiantou. Uma reunião do Comitê Técnico Municipal de Prevenção e Cuidado ao Coronavírus, na segunda-feira, deverá validar cálculos e análises de como cada um dos setores econômicos deverá - ou não - funcionar na cidade na próxima semana.

Confira o impacto da pandemia 
* 16 mortes na Zona Sul:
- 7 Rio Grande
- 4 Pelotas
- 2 Canguçu
- 2 São José do Norte
- 1 Piratini

* 690 óbitos no Rio Grande do Sul; outras 27 notificados nas últimas 24 horas.

* Novos casos e internações
- Em Pelotas: Segue em alta o número de internações. Até a tarde de sexta-feira, 16 pessoas estavam hospitalizadas; oito em leito de UTI - a maior ocupação desde o começo da pandemia na Zona Sul, no mês de março. Do total de pacientes, cinco eram de outros municípios: Canguçu, São José do Norte, Pinheiro Machado, Rio Grande e Capão do Leão. O bebê de um ano, que estava no Centro Covid, recebeu alta e aguardará o resultado da testagem em casa.

O número de infectados em Pelotas também deu mais um salto. Agora são 293 infectados; dez a mais do que na quinta-feira. O número de recuperados chega a 190; o equivalente a 65%.

- Na Zona Sul: Além de Pelotas e de Rio Grande, apenas as cidades de Santa Vitória do Palmar e de São José do Norte também notificaram novos casos. Agora são 810 nos 13 municípios da região; um aumento de 67 infectados em 24 horas. Confira o cenário:

- Rio Grande: 341
- Pelotas: 293
- São José do Norte: 43
- Canguçu: 40
- Santa Vitória do Palmar: 26
- São Lourenço: 24
- Piratini: 11
- Capão do Leão: 10
- Arroio Grande: 7
- Candiota: 5
- Pinheiro Machado: 4
- Chuí: 4
- Jaguarão: 2

No Estado
O número de casos confirmados de novo coronavírus ultrapassou a barreira dos 30 mil no Rio Grande do Sul. Com mais 1,2 mil registros, o total chegou a 30.371 em 412 cidades gaúchas.


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