Meio ambiente

Rio Grande combate a erva-de-passarinho

Pontos da cidade foram identificados com infestação da praga, que oferece ameaça à saúde das árvores urbanas

26 de Maio de 2022 - 20h39 Corrigir A + A -
Especialistas em rapel estão em atuação na rua General Câmara, no Centro do município (Foto: Richard Furtado - PMRG)

Especialistas em rapel estão em atuação na rua General Câmara, no Centro do município (Foto: Richard Furtado - PMRG)

Quem passou pela rua General Câmara, no Centro de Rio Grande, nos últimos dias se deparou com uma cena incomum: preso por cordas e ganchos, um sujeito “escala” um dos plátanos do canteiro, levando uma motosserra presa ao cinto. O que parece inusitado é, na verdade, a rotina de trabalho de Felipe Rocha, da Surí Arvorismo, empresa contratada pela prefeitura para tentar erradicar na cidade uma das maiores pragas que ameaçam a saúde das árvores urbanas: a erva-de-passarinho.

Além de especialistas em rapel, a equipe tem as técnicas e conhecimentos específicos para realizar a poda de pequenas e grandes árvores em zonas urbanas, com toda segurança. Rocha explica que o trabalho consiste, inicialmente, na análise do solo, troncos e galhos, avaliando se existe indicação de danos internos, como partes ocas, além de pragas, como formigas cortadeiras e cupins, situações que podem causar a queda da árvore.

“As formigas se alimentam da madeira e criam cavidades. O que mais temos nessas árvores são os cupins, que acabam matando a parte do cerne da árvore, responsável pela estrutura. Se a parte interna já foi comida e está oca, a árvore fica presa apenas pelo xilema, estrutura muito pequena para sustentar uma árvore grande, o que representa risco, especialmente em áreas urbanas”, acrescenta.

Após a avaliação, são definidos os pontos que serão utilizados para a subida na árvore. O trabalho é feito por duas pessoas: uma realiza a poda na árvore e outra auxilia na retirada dos galhos cortados, sinalização do local e na segurança do escalador na hora em que ele volta ao chão.

Combate à infestação
A escolha da rua General Câmara se deu porque a via é uma das muitas regiões da cidade onde foi detectada uma infestação da erva daninha. Rocha explica que essa concentração torna o local um ponto de dispersão da erva-de-passarinho.

“Estas árvores têm tanta erva, que os passarinhos vão lá para se alimentar com seus frutos e acabam levando as sementes para várias outras árvores. Se uma avenida inteira está cheia da praga, existe um grande ponto dispersor de sementes e por isso acaba tomando conta da vegetação”, explica.

Além das podas, o combate a praga que enfraquece as árvores a ponto de deixá-las ocas, o que aumenta significativamente o risco de quedas, consiste também no levantamento das plantas que devem ser suprimidas por apresentarem saúde precária e risco à população. Quando isso é necessário, cabe ao Poder Público garantir a substituição do exemplar retirado com o plantio de novas mudas.


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