Desacordo

Prefeitos da Azonasul reafirmam posição contra volta às aulas presenciais

A manifestação correu na reunião virtual da Associação na manhã desta quinta-feira

29 de Outubro de 2020 - 15h45 Corrigir A + A -
Presidente da Azonasul, Luis Henrique Pereira da Silva (PP), prefeito de Arroio Grande, diz que o momento é de insegurança. (Foto: Divulgação - DP)

Presidente da Azonasul, Luis Henrique Pereira da Silva (PP), prefeito de Arroio Grande, diz que o momento é de insegurança. (Foto: Divulgação - DP)

Durante reunião virtual na manhã desta quinta-feira (29), os prefeitos da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) manifestaram, por unanimidade, a desconformidade com o governo do Estado em apenas liberar eventos em municípios que autorizarem o retorno das aulas. Em deliberação, os chefes do Executivo da região posicionaram-se contrários ao movimento de volta das escolas.

Mesmo respeitando particularidades de municípios e dando autonomia a aos gestores que considerem a realidade local de forma isolada para o oferecimento de garantias do cumprimento integral dos protocolos sanitários e da legislação, o presidente da Azonasul, Luis Henrique Pereira da Silva (PP), prefeito de Arroio Grande, avalia que o momento traz muito insegurança para o retorno da circulação de alunos e servidores. "Os números não param de subir. Estamos, novamente, em ascendência das contaminações na maioria das localidades. Também há muita dificuldade para conscientizar a população, principalmente os jovens, que infelizmente não aceitam mais o uso de máscaras e estão promovendo aglomerações em vias públicas", disse.

O prefeito de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer (PT), lembrou a dificuldade na fiscalização de cumprimentos dos protocolos e manifestou preocupação com as medidas a serem adotadas para o deslocamento das pessoas até as unidades de ensino, atrelado, segundo ele, a horários de pico que inevitavelmente provocarão acúmulo de pessoas em lotações e ruas.

A Azonasul esclareceu, também, que está atenta à cobrança por parte do Ministério Público Estadual às dificuldades das prefeituras em retornar com as atividades de educação presencial e adiantou que fará nova consulta buscando o entendimento do órgão para abrir canais para o debate do tema com mais profundidade.


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