Pandemia

Prefeito mantém isolamento social em Rio Grande

Chefe do Executivo, Alexandre Lindenmeyer, disse em transmissão pela internet que serão feitos alguns ajustes

15 de Maio de 2020 - 12h42 Corrigir A + A -
A manutenção das medidas de isolamento está ligada à preocupado com a ocupação do número de leitos no município. (Foto: Prefeitura de Rio Grande)

A manutenção das medidas de isolamento está ligada à preocupado com a ocupação do número de leitos no município. (Foto: Prefeitura de Rio Grande)

Após mais uma reunião do Comitê Técnico Científico em Saúde para enfrentamento à Covid-19 do Rio Grande, na quinta-feira (14), o prefeito Alexandre Lindenmeyer anunciou que não haverá ampliação da flexibilização no município nesse momento. Em transmissão via Internet, na página oficial da Prefeitura do Rio Grande no Facebook, no começo da manhã dessa sexta-feira (15), durante pouco mais de meia hora, ele informou que serão feitos alguns ajustes nas medidas já adotadas.

Um desses ajustes é em relação ao funcionamento de estabelecimentos com metragem definida em 50 metros. “Esse total não inclui depósitos”. Por outro lado, o prefeito informou que vai ser publicado neste sábado um protocolo em relação às barbearias e salões de beleza, que poderão funcionar e cuja vigência das novas regras será a partir de segunda-feira (18). Shoppings permanecem fechado

Nessa data, também haverá nova reunião do Comitê que avaliará, além de novas decisões para o município, o decreto estadual que prevê bandeiras regionais. “Se enxergarmos que há espaço para algum outro tipo de flexibilização, nós faremos a discussão e estabeleceremos a revisão de posicionamento”, antecipou Alexandre. Porém, reiterou que, se houver um cenário de agravamento da pandemia no município, também, adotará novas medidas restritivas.

Na manifestação desta sexta, que manteve o afastamento social e a não flexibilização, o prefeito seguiu, mais uma vez, a avaliação do Comitê, que se mostra preocupado com a ocupação do número de leitos no município nessa época. “O percentual é alto. Se não tivermos melhores estruturas ou redução nessa ocupação, é extremamente arriscado flexibilizarmos esse afastamento social mais do que já fizemos”, afirmou Alexandre, lembrando que tem gestionado com os municípios da Azonasul, junto aos governos federal e estadual, que haja o credenciamento para novos leitos na região.

No ano passado, Rio Grande teve uma ocupação plena dos leitos de UTI. Alexandre explicou que um estudo feito junto ao governo estadual indica que, em junho, todos os leitos em Rio Grande estarão ocupados, “o que enfatiza a necessidade de termos mais leitos no município hoje”. Alexandre foi enfático ao afirmar que “se der um surto em alguma das unidades portuárias, por exemplo, ‘caiu a casa’, vamos ter um crescimento na ocupação de leitos.”

No começo da manifestação, o prefeito lembrou que Rio Grande foi o primeiro município no RS a parar com algumas atividades, entre elas, a rede escolar. Na sequência, a Prefeitura adotou o trabalho de forma remota, o que, de acordo com o prefeito, contribuiu para diminuir a proliferação do vírus. “Sempre seguimos a orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde). Não fizemos o lockdown (fechamento de todo os setores). Fizemos movimentos sempre com cuidado de preservar a atividade econômica, diminuindo a circulação de pessoas, trabalhando na ideia do achatamento da curva e da preservação de vidas. Conseguimos bons resultados, com poucos casos de Covid-19. Sempre trabalhamos com a orientação científica e técnica. Chegamos a 11 casos, ontem, o que para cidades do porte de Rio Grande é bem atípico. Em 3 dias, aumentou em 100% os casos na região Sul”, citou o prefeito.

Ações em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande (Furg), como a implantação do sistema Telecovid, um serviço telefônico de orientação às pessoas para tirar dúvidas sobre o coronavírus, e a triagem e testagem implantada, desde ontem, na UPA da Junção e o estudo da UFPel, mostrando que a onda crescente do coronavírus em todo o país está chegando no Rio Grande foram citadas pelo prefeito como algumas medidas de enfrentamento e prevenção à pandemia adotadas no município.

Outra avaliação feita por Alexandre é a de que “não há uma dicotomia entre saúde e economia”. Para o chefe do Executivo, “o fato de termos feito um controle determinado nos permitiu que a indústria, parte do comércio e dos serviços continuassem atuando e, com isso, mantivemos os números de contaminação baixos em Rio Grande”.

No final da transmissão, ele agradeceu a quem tem compreendido que o afastamento social é a melhor alternativa, assim como o uso de máscaras e a higienização pessoal são as melhores formas de combater o vírus. “As medidas que adotamos é que nos permitem preservar vidas e a economia do município, diferente de outros municípios que estão adotando a parada total (lockdown)”, finalizou. 


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