Seca

Pedro Osório e Cerrito decretam situação de emergência pela estiagem

Conforme a Emater, o prejuízo até o momento é de mais de R$ 10,3 milhões; 12 cidades na Metade Sul já foram atingidas

05 de Fevereiro de 2020 - 17h35 Corrigir A + A -
Em Pedro Osório, onde a maior perda é na soja, os prejuízos foram apresentados aos produtores.  (Foto: Divulgação - DP)

Em Pedro Osório, onde a maior perda é na soja, os prejuízos foram apresentados aos produtores. (Foto: Divulgação - DP)

A cultura do milho, que é a base para produção leiteira, poderá atingir uma diminuição de 50% em seu produto final. (Foto: Divulgação - DP)

A cultura do milho, que é a base para produção leiteira, poderá atingir uma diminuição de 50% em seu produto final. (Foto: Divulgação - DP)

Caminhões pipia abastecem 86 famílias no interior de Cerrito.  (Foto: Divulgação - DP)

Caminhões pipia abastecem 86 famílias no interior de Cerrito. (Foto: Divulgação - DP)

Nas últimas 24 horas, mais dois municípios decretaram situação de emergência en razão da estiagem que atinge o Estado. Com o anúncio feito pela Prefeitura de Pedro Osório, na manhã desta quarta-feira (5), e da Prefeitura de Cerrito, na manhã de terça, já são 12 as cidades atendidas pela Emater na Metade Sul que somam prejuízos com a seca. Segundo o laudo técnico do órgão, o prejuízo financeiro em Pedro Osório, até o momento, é de mais de R$ 10,3 milhões. A maior perda é na soja, que registra um déficit de R$ 8.153.600,00 em 9.100 hectares plantados. Já decretaram os municípios de Chuvisca, Camaquã, Encruzilhada do Sul, Amaral Ferrador, Cristal, Dom Feliciano, Canguçu, São Lourenço do Sul, Morro Redondo e Piratini.  

O município de Cerrito, o volume de chuvas diminuiu muito a partir do mês de dezembro, o que ocasionou uma redução da vasão das nascentes e nas fontes de água para consumo humano e animal, além do prejuízo causado às plantações. Atualmente, 86 famílias residentes no interior estão sendo abastecidas por caminhões pipa pertencentes ao município.

O prefeito de Cerrito, Douglas Silveira, que acompanha de perto a situação, enfatiza a preocupação do município com o baixo volume de chuva. “As últimas chuvas que ocorreram no município não atingiram o volume esperado, prejudicando todo nosso sistema de plantação, principalmente de feijão, soja e milho. Além disso, a produção de leite também está sofrendo com a seca. Assim como a população em um todo.”, destacou o prefeito, ao assinar o decreto de situação de emergência.

Pedro Osório
Os bovinos de corte foram prejudicados em 1.687.500,00. Milho, feijão, melancia e bovinos de leite também tiveram perdas. No Estado, cerca de 100 municípios já decretaram situação de emergência pela estiagem. Em Pedro Osório, as precipitações estão 60% abaixo da média histórica no período entre dezembro e fevereiro. Foram apenas 40,9mm de chuva, contra a média mensal de 122mm. A seca é considerada a mais severa desde 2012.

Diariamente, a Prefeitura de Pedro Osório carrega quatro mil litros d’água ao interior para abastecimento das produções. Com o decreto, o município espera facilitar o recebimento de recursos para amenizar os prejuízos dos produtores agrícolas. “A gente tem que contar com a prefeitura nessas horas. A gente agradece a ajuda, porque vai ser um ano muito difícil”, disse o produtor rural Pablo Gatto.

“Além da seca vigente, a previsão para fevereiro e março é de mais estiagem, com chuva abaixo da média”, explicou a extensionista rural da Emater, Zizi Vellar. Participaram do encontro o secretário de Gabinete, Ricardo Alves; o coordenador local da Defesa Civil, Lauri Centeno; a extensionista rural da Emater, Zizi Vellar; os representantes do Sindicato Rural de Pedro Osório e Cerrito, Luiz Mascarenhas Netto e Junior Bento e o produtor rural Pablo Gatto.

Cerrito
O laudo técnico da Emater apresenta ainda uma estimativa de perdas para a produção rural. A plantação de feijão, por exemplo, pode sofrer queda de 70% em razão da estiagem. A cultura do milho, que é a base para produção leiteira, poderá atingir uma diminuição de 50% em seu produto final. As condições climáticas, além disso, reduziram de forma drástica a oferta de alimento e água ao gado leiteiro, ocasionando assim uma redução no ganho de peso do animal.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural e vice-prefeito, Alexandre da Rosa, o município tem buscado todas as alternativas possíveis para amenizar os danos causados pela estiagem. “Estamos trabalhando, juntamente com a Emater, para diminuir os prejuízos. Já começamos a atender as famílias com os caminhões pipa para abastecimento de água e vamos continuar buscando novas soluções.”, ressaltou.

O laudo técnico circunstanciado, que levou o município a decretar situação de emergência, foi emitido levando em consideração a situação climática e seus efeitos, assim como os dados apresentados pelos produtores rurais do município e pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) de Cerrito. O parecer final foi elaborado pelos
extensionistas rurais do escritório municipal da Emater, Leandro Andrade da Fonseca e Hector Silva Diaz.

Os municípios aguardam agora a visita técnica da Defesa Civil estadual para a homologação final do decreto.


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