Conflito

Padre é autuado por descumprir lockdown em Santa Vitória do Palmar

Pároco Cristiano Pereira disse que está protegido por legislação estadual e que entrará com uma ação

06 de Junho de 2021 - 18h57 Corrigir A + A -
Padre disse que adotou todas as medidas de segurança, mas foi autuado.  (Foto: Divulgação - DP)

Padre disse que adotou todas as medidas de segurança, mas foi autuado. (Foto: Divulgação - DP)

Fiscais da prefeitura de Santa Vitória do Palmar autuaram o padre Cristiano Cardoso Pereira, da paróquia local da Igreja Católica por não cumprir decreto local determinando o fechamento de atividades não essenciais e a proibição de eventos coletivos entre as 22h de de quarta-feira (2) e 6h de hoje (7).

Apesar da norma por conta da Covid-19, missas foram realizadas na quinta-feira e no sábado, gerando duas autuações. Na sexta-feira, um protesto, supostamente sob liderança do padre, teria reunido pessoas na entrada da cidade, algumas sem máscaras. Considerando haver infrações, a Procuradoria-Geral do Município ingressou no sábado com ação judicial contra a paróquia. Em despacho, o juiz Marco Luciano Wächter determinou à igreja o cumprimento do decreto e pagamento de multa de dez salários mínimos em caso de desobediência.

“O que a prefeitura busca é o respeito aos decretos e normas municipais e regionais. Não somos contrários a atos religiosos, mas nesse momento não podemos permitir aglomerações. O número de pessoas internadas na Santa Casa é muito alto, o número de pessoas em isolamento também”, diz o prefeito Wellington Bacelo (MDB).

O que diz o padre

Pereira diz ter havido conflito na interpretação de normas, e uma restrição equivocada por parte da Prefeittura, uma vez que a realização de cultos seria considerada serviço essencial por decreto estadual. “Foi punido nosso direito primordial básico.” O pároco diz que seguiu todas as normas sanitárias e que o jurídico da igreja entrará com ação para garantir a realização das missas. Sobre a passeata realizada na entrada da cidade, o religioso disse que “se um sarcedote tiver que ser a voz de muita gente que está passando fome, que perderam os empregos, que assim seja”. 


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