Esperança

Comitiva gaúcha irá a Brasília por termelétrica

Prefeito de Rio Grande se reunirá com lideranças e entidades empresariais para traçar estratégia a ser apresentada à Aneel e no STJ

02 de Maio de 2022 - 18h47 Corrigir A + A -
Prefeito de Rio Grande fará parte da comitiva (Foto: Divulgação - DP)

Prefeito de Rio Grande fará parte da comitiva (Foto: Divulgação - DP)

Após a resposta negativa por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a respeito da instalação do empreendimento em Rio Grande, uma comitiva gaúcha será recebida pelo órgão, em Brasília, para debater as questões que, até então, inviabilizaram a construção da unidade.

O encontro se tornou possível a partir de uma movimentação que contou com os esforços do governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Jr. (PSDB), do secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, e de autoridades locais, como o prefeito Fábio Branco (MDB) e o superintendente da Portos RS, Fernando Estima.

Nesta quarta-feira (4), Branco se reúne, em Porto Alegre, com representantes do governo do Estado e de entidades empresariais gaúchas para traçar a estratégia das abordagens nas reuniões marcadas com a direção da Aneel e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“Este encontro tem como objetivo alinhar as ideias e discursos e nos prepararmos bem para estas duas reuniões, pois este é um projeto essencial para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e temos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para mantê-lo”, diz o prefeito rio-grandino.

Esperança mantida
Em 2014, a termelétrica rio-grandina venceu leilão para fornecimento de energia realizado pelo governo federal. Na época quem estava à frente do empreendimento era a empresa gaúcha Bolognesi - que atualmente possui acordo de transferência do projeto para o Grupo Cobra, da Espanha. Há cinco anos a outorga da usina foi revogada pela Aneel por não cumprir os prazos estabelecidos. No entanto, os espanhois recorreram à Justiça e, em 2021, obtiveram uma liminar que permitia, até então, a continuidade dos trâmites para a obra. No último mês de fevereiro, inclusive, o projeto obteve o licenciamento ambiental.

Na última segunda-feira, a Aneel confirmou a negativa ao pedido do Grupo Cobra para continuidade do processo de licenciamento para construção da UTE. A partir da decisão do órgão regulador, o projeto ficou suspenso. O investimento é estimado em R$ 6 bilhões.


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