Clima

Chuvas causam estragos nas estradas da região

Azonasul reivindica ao governo do Estado que municípios possam continuar com maquinário utilizado nos últimos anos

15 de Fevereiro de 2021 - 19h09 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

Equipes precisaram realizar desobstrução de bueiros em localidades como Marmeleiro, em Cerrito (Foto: Divulgação - DP)

Equipes precisaram realizar desobstrução de bueiros em localidades como Marmeleiro, em Cerrito (Foto: Divulgação - DP)

Em Canguçu, em duas semanas choveu quase 80% do previsto para o mês inteiro (Foto: Divulgação - DP)

Em Canguçu, em duas semanas choveu quase 80% do previsto para o mês inteiro (Foto: Divulgação - DP)

Se em fevereiro do ano passado parte dos municípios da Zona Sul já declarava emergência devido aos efeitos da estiagem, um ano depois as prefeituras precisam montar cronograma para recuperação das estradas danificadas pelas chuvas. A Azonasul, inclusive, negocia com o governo do Estado autorização para as cidades que estão há anos com maquinário - através de convênio entre Incra, Secretaria Estadual de Agricultura e prefeituras - não precisarem devolvê-lo agora, como chegou a ser notificado.

O momento é crucial para economia da região. E a conservação das estradas impacta diretamente no escoamento das safras; em especial na de arroz que acaba de começar e, mais adiante, na de soja. "Estamos buscando esta liberação, tanto para o Consórcio de municípios poder ficar com a escavadeira hidráulica, quanto para as cidades que têm assentamentos e estavam com maquinário poderem continuar com ele", ressalta o presidente da Azonasul, prefeito de Canguçu, Marcus Vinícius Pegoraro (MDB).

E os equipamentos - como motoniveladoras, retroescavadeiras hidráulicas e caçambas - ajudam na corrida, literalmente, contra o tempo. Em Canguçu, nas primeiras duas semanas do mês, caíram 147 milímetros - apontam dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). É o equivalente a quase 80% da média histórica de todo o fevereiro. "Foi muito dano. Muita quantidade de chuva em pouco espaço de tempo. Aí não tem estrutura de estrada rural, não pavimentada, que aguente", lamenta.

Em Cerrito, prejuízos também ao transporte escolar

As equipes encarregadas da conservação das estradas principais e secundárias não pararam nem neste começo de semana, em que grande parte dos municípios brasileiros decretou ponto facultativo, apesar da pandemia. O objetivo é acelerar o conserto dos piores trechos, já que nesta quarta a rede municipal dá continuidade ao ano letivo, que teve início no último dia 10.

Do teto que poderia chegar a 50% dos alunos em atividade presencial, 38% optaram em voltar à escola e utilizam o transporte escolar. Os demais acompanham as aulas através da plataforma Delta e com suporte de grupos no WhatsApp. Com a precipitação acumulada, que já ultrapassa os 400 milímetros em 2021, 80% das estradas estão danificadas - explica o prefeito Douglas Silveira (PP).

Em alguns locais, como no Marmeleiro, também foi preciso desobstruir bueiros.

Confira a previsão

Embora o prognóstico fosse de La Niña e um verão marcado por estiagem no Rio Grande do Sul, os próximos dias também devem ter novas pancadas de chuva na região. É o que mostram os dados do Climatempo.

Em Pelotas, ao menos, os volumes não devem ser altos. Entre terça e quinta-feiras estão previstos 19 milímetros. A temperatura máxima não deve passar dos 30°C.

 

 


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