Zona Sul

CGT Eletrosul diz que analisa situação de casas em Candiota

Companhia negou que a possibilidade de saída dos moradores das casas situadas nas vilas Operária e Residencial possua relação com o processo de privatização da empresa

28 de Julho de 2021 - 18h57 Corrigir A + A -

Por: Redação
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A CGT Eletrosul afirma que as ações para regularização dos imóveis originalmente pertencentes à antiga CGTEE são anteriores ao processo de capitalização da Eletrobras (Foto: Divulgação - DP)

A CGT Eletrosul afirma que as ações para regularização dos imóveis originalmente pertencentes à antiga CGTEE são anteriores ao processo de capitalização da Eletrobras (Foto: Divulgação - DP)

Após a Defensoria Pública do Estado (DPE) se manifestar com relação a uma possível saída de 1,5 mil pessoas de casas que podem ser leiloadas pela CGT Eletrosul em Candiota, a companhia se manifestou nesta quarta-feira. De acordo com um comunicado emitido à imprensa, a companhia negou que a possibilidade de saída dos moradores das casas situadas nas vilas Operária e Residencial possua relação com o processo de privatização da empresa.

A CGT Eletrosul afirma que as ações para regularização dos imóveis originalmente pertencentes à antiga CGTEE são anteriores ao processo de capitalização da Eletrobras. "Na condição de subsidiária, a CGT Eletrosul segue as diretrizes estabelecidas pela Eletrobras por meio do Plano Diretor de Negócios e Gestão (PDNG). Em sua versão 2021-2025, umas das iniciativas estratégicas apresentadas no documento diretivo trata da 'Desmobilização de Imóveis'. Essa diretriz tem como objetivo viabilizar receitas oriundas de bens imóveis não relacionados diretamente às atividades de geração e transmissão, principalmente por meio de leilões, além de reduzir os custos operacionais referentes aos imóveis inservíveis ao objeto da companhia."

O comunicado argumenta ainda que, no dia 2 de julho, o presidente da companhia, Antonio Krieger, reuniu-se em Florianópolis com representantes do município de Candiota para discutir o assunto e que foram recebidas as demandas da comunidade, estando sob avaliação de viabilidade por parte de uma equipe multidisciplinar da CGT Eletrosul. "A empresa segue aberta ao diálogo com a comunidade e o poder público local visando buscar uma solução para o assunto", conclui. A companhia disponibilizou um e-mail para responder a dúvidas sobre o leilão: imoveis@cgteletrosul.gov.br.

Entenda

O debate sobre a saída de 400 famílias que vivem nos imóveis em Candiota iniciou a partir da demanda da Procuradoria do Município à DPE diante do possível leilão dos bens por parte CGT Eletrosul. Construídas para servirem como moradia aos trabalhadores da usina termelétrica, os imóveis se tornaram lar de outras famílias com a saída dos moradores originais, sendo algumas delas negociadas através de contratos particulares. Conforme a DPE, uma tentativa de acordo extrajudicial está sendo buscada, mas não está descartado o ajuizamento de ação coletiva sobre o caso.


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