Pandemia

Casos de Covid-19 crescem 49% em uma semana na região

Número de diagnósticos confirmados saltou de 426 para 638; atenção, entretanto, volta-se aos quadros ativos, que são as pessoas que ainda podem transmitir o vírus

29 de Junho de 2020 - 21h11 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

Estão em funcionamento os reforços nas Unidades de Saúde da Barra, local que tem vários casos confirmados de Covid-19 em Rio Grande e que, por isso, está recebendo a intensificação das ações (Foto: Divulgação - Prefeitura do Rio Grande) (Foto: Divulgação - DP)

Estão em funcionamento os reforços nas Unidades de Saúde da Barra, local que tem vários casos confirmados de Covid-19 em Rio Grande e que, por isso, está recebendo a intensificação das ações (Foto: Divulgação - Prefeitura do Rio Grande) (Foto: Divulgação - DP)

A Covid-19 acelera na Zona Sul. Além dos 11 óbitos - cinco deles ocorridos desde a tarde do último sábado - são 638 casos notificados da doença. Só de diagnósticos confirmados, o crescimento é de 49% em uma semana. O número pulou de 426, na última segunda-feira (22) para 638 até o início da noite desta segunda-feira. 

O fundamental, entretanto, é manter atenção sobre os casos ativos; isto é, aqueles cidadãos que ainda podem transmitir o vírus e devem se manter em isolamento para evitar o contágio. Pensando nisso, prefeituras como a de São Lourenço do Sul passaram a divulgar o boletim da Vigilância Epidemiológica com a separação dos moradores entre recuperados e ativos, mas com detalhamento por região da cidade. Dos 20 casos confirmados em território lourenciano, metade ainda não está curada.

São medidas simples, mas que podem contribuir no processo de conscientização da população, ao atentar-se que o vírus pode estar por perto.

Confira o crescimento de casos em uma semana

                                                  Segunda-feira, dia 22       Segunda-feira, dia 29

- Pelotas:                                    197                                    255
- Rio Grande:                             140                                   244
- Canguçu:                                   30                                     37
- São José do Norte:                      4                                     22
- São Lourenço:                           13                                     20
- Santa Vitória do Palmar:         16                                     20
- Piratini:                                       8                                      11
- Capão do Leão:                          4                                        8
- Arroio Grande:                           5                                       6
- Candiota:                                     3                                       5
- Pinheiro Machado:                     3                                       4
- Chuí:                                            1                                       4                     
- Jaguarão:                                    2                                       2

Total                                          426                                    638

Olhar volta-se à ocupação de leitos

A equipe da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (3ª CRS) monitora a ocupação de leitos, principalmente, com o foco direcionado aos quadros graves, já que apenas as cidades de Rio Grande e Pelotas dispõem de estrutura de UTI para o enfrentamento da Covid-19.

Na tarde desta segunda (29), dos dez leitos destinados para adultos, na Santa Casa, oito estavam ocupados. E apesar do sinal de alerta que tem se mantido nos últimos dias, uma boa notícia. No Hospital da Universidade Federal do Rio Grande (HU-Furg) agora serão quatro vagas de UTI reservadas para crianças. Até o final de semana, a estrutura contava com apenas um leito na ala Covid. E o melhor: até o momento ainda não precisou ser utilizada.

Em Pelotas, das 31 vagas de UTI disponíveis ao Sistema Único de Saúde (SUS) e aos planos de saúde para combate ao novo coronavírus, apenas quatro estavam ocupadas; todas no HE-UFPel.

"A doença está acelerando na região. Por isso, contamos com a colaboração e a compreensão da população para que cada um faça a sua parte", enfatiza a titular da 3ª CRS, Caroline Hoffmann. "O vírus já nos mostrou que tem circulação rápida e, em parte dos casos, será letal", reforça. E lembra que o agravamento da doença também pode ser ligeiro. Não raro, ocorre mesmo antes de o paciente ser transferido para hospital ou ala com estrutura para contornar o quadro.


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