Zona Sul

Caminhão com faixa contra Bolsonaro gera repercussão em Piratini

Veículo usado em mobilização pertence ao Estado, mas está cedido ao município da Zona Sul

04 de Maio de 2021 - 19h58 Corrigir A + A -
Protestos foram realizados em veículos públicos (Foto: Divulgação - DP)

Protestos foram realizados em veículos públicos (Foto: Divulgação - DP)

 (Foto: Divulgação - DP)

(Foto: Divulgação - DP)

O feriado do Dia do Trabalhador foi marcado por protestos pró e contra o governo federal em vários municípios do país. No Estado, em uma dessas mobilizações do dia 1ª de Maio, um caminhão pertencente ao Serviço Público Estadual foi flagrado entre os veículos que participaram do movimento. Na caçamba um faixa exibia reivindicações dos manifestantes, com pedidos por vacina e maior agilidade na imunização contra a Covid-19, alimentação, além da saída do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em nota, publicada nesta terça-feira (4), o governo do Rio Grande do Sul afirmou que o automóvel não está sob uso do Estado, mas cedido ao município de Piratini para utilização no serviço de coleta de produtos. A prefeitura afirmou que está seguindo todas as orientações e busca ouvir as partes.

O uso do veículo, que estampava na lateral uma faixa com os dizeres "Vacina no braço. Comida no prato. Fora Bolsonaro" e uma bandeira do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na parte dianteira, ganhou repercussão após o deputado federal Bibo Nunes (PSL/RS) compartilhar em suas redes sociais um pedido de explicações por parte do governo gaúcho. Em poucos minutos o assunto tomou conta das redes sociais de apoiadores do governo Bolsonaro. "Usar recursos públicos para fins próprios é crime, tem que ser apurado", comentou um internauta. Outro compartilhou a publicação com a exclamação: "Alguns caminhões do Estado do Rio Grande do Sul estão sendo emprestados para o movimento MST".

Em nota o governo do Estado afirmou que o caminhão Agrale de placa IXE-0573 foi cedido ao município de Piratini em 2016, pela extinta Secretaria de Desenvolvimento Rural, por meio de recurso de emenda parlamentar ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e teve seu termo de cedência renovado em março de 2021. A nota ainda afirma que o objetivo do empréstimo do automóvel à cidade deveria ser com o intuito da "implantação e otimização das políticas públicas e programas, bem como a qualificação da infraestrutura básica e produtiva dos assentamentos". Atualmente, o veículo estava sendo usado pela Cooperativa de Comercialização e Prestação de Serviço dos Assentados da Região Sul Ltda. em atividades de coleta de produtos na cidade.
O governo do Estado estabeleceu ainda, o prazo de cinco dias úteis, que vence nesta sexta-feira (7), para que a prefeitura de Piratini esclareça qual o efetivo uso dado ao veículo e sua adequação ao objeto do termo firmado com o MDA.

Prefeitura poupa detalhes

Procurado pela reportagem do Diário Popular, o prefeito de Piratini, Márcio Porto (MDB), informou por meio de nota que "o posicionamento do município é seguir todas as orientações do governo do Estado". Porto afirmou ainda estar se inteirando de todo o processo, com toda a documentação necessária a ser entregue ao governo do Estado e que está buscando ouvir todas as partes envolvidas. Ele também disse estar a disposição para maiores esclarecimentos entre as partes interessadas. Conforme a assessoria de imprensa do Executivo, o prefeito cumpria ontem uma extensa agenda de reuniões com a Secretaria Municipal de Educação (SME) e Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e por isso não atendeu diretamente a reportagem.

 

 

 

 


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