Serviços financeiros

Fintechs: uma nova forma de se relacionar com os serviços financeiros

A pandemia de Covid-19 marcou um crescimento das fintechs no país. A tendência é que esse modelo se torne cada vez mais comum na rotina dos brasileiros.

16 de Julho de 2021 - 06h51 Corrigir A + A -

Por: K2. – Assessoria e Comunicação Digital

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Imagem: Unsplash

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Assim como vários outros termos da área da tecnologia, fintech deriva da junção de duas palavras da língua inglesa: financial (financeiro) e technology (tecnologia). No entanto, as fintechs vão muito além da definição de tecnologia financeira.

Fintech é o nome dado para qualquer tecnologia que é utilizada para aumentar, otimizar, digitalizar ou transformar os serviços financeiros tradicionais. Basicamente, as fintechs são usadas para auxiliar empresas, proprietários de negócios e consumidores, colaborando para o gerenciamento de suas operações financeiras.

A mágica das fintechs acontece por meio de softwares e algoritmos especializados que funcionam em computadores e smartphones. 

Colocando dessa maneira parece complexo, certo? Mas a verdade é que a tecnologia das fintechs é bem comum no dia a dia.

Quer um exemplo?

  • Digamos que você precisa ir para o trabalho e decide chamar um carro por aplicativo de celular. O pagamento é feito com um cartão de crédito cujos dados já estão armazenados.

  • Ao sair do trabalho, você faz uma transação de bitcoins para comprar um móvel para sua casa nova.

  • Já ao final do dia, na hora de pagar pelo seu jantar, você utiliza um banco digital para fazer a transação.

Percebeu como as fintechs já fazem parte da sua rotina? 🙂

E a tendência é que seja cada vez mais comum utilizar essa tecnologia. De acordo com o estudo intitulado Distrito Fintech Report, de 2020 para cá houve um crescimento de 34% na quantidade de empresas criadas no modelo fintech no Brasil.

A pandemia de Covid-19 exerceu um papel significativo no aumento da utilização de fintechs. Antes do coronavírus, esses serviços financeiros online eram utilizados, principalmente, por pessoas mais jovens com rendimentos e economias mais baixas.

Contudo, no último ano isso se modificou e as fintechs se mostraram como intermediárias eficazes para transações financeiras. Segundo o jornal estadunidense New York Times, quando se trata de oferecer apoio monetário para proprietários de pequenas empresas, algumas fintechs superaram companhias tradicionais de serviços financeiros.

Através de sua tecnologia, as fintechs conseguiram – especialmente na pandemia – atender às necessidades de seus clientes em um sistema totalmente online, enquanto diversas outras instituições financeiras lutavam para se adaptar ao novo contexto.

Fintechs na prática

As fintechs podem oferecer inúmeras soluções como cartão de crédito, cartão de débito, seguros diversos, conta digital e empréstimos. 

Tudo isso pode ser controlado através do computador pessoal ou smartphone do cliente, sem precisar se deslocar presencialmente até uma agência bancária ou corretora de seguros.

👉 É importante ressaltar que as fintechs não são apenas bancos digitais. O que configura uma fintech é o fato de ser uma empresa que atua de forma online, especializada e inovadora em áreas que estejam relacionadas às finanças.

Podemos citar como exemplo as empresas que oferecem crédito pessoal ou empresarial, investimentos, gestão financeira, câmbio, sistemas antifraude, contabilidade e criptomoedas.

Como as fintechs impactam a sua vida?

De modo geral, o setor de serviços financeiros tem a fama de ser lerdo e burocrático. Uma transação em um banco tradicional pode levar dias – sem contar a possibilidade de haver taxas. E isso é um grande incômodo, pois o que clientes e empresários esperam é uma interação mais rápida e taxas menores (ou, de preferência, inexistentes).

As fintechs surgem com o intuito de corrigir essas situações, uma vez que elas agilizam processos demorados e, na maioria das vezes, não cobram taxas.

As fintechs também são mais inclusivas, já que algumas delas possibilitam a emissão de cartões de crédito sem anuidade e contas digitais gratuitas. Além disso, elas costumam ser mais intuitivas em relação à usabilidade dos aplicativos ou sites.

Dessa forma, fintechs atendem indivíduos de baixa renda que, normalmente, não conseguem abrir contas em bancos tradicionais ou empresas de serviços financeiros convencionais. 

Se você tem algum aspecto da sua vida financeira que te traz dúvidas, como por exemplo a melhor forma de solicitar hipoteca ou o melhor momento para fazer câmbio, é provável que alguma empresa fintech possua uma solução para seu problema. Afinal, elas surgem a partir da premissa da inovação.

O tamanho do impacto das fintechs na sua vida é uma decisão pessoal e será diferente a partir de quais serviços você decidir utilizar. Uma pessoa mais arrojada costuma ir fundo nessa tecnologia, enquanto outra pode ficar apenas no cartão de crédito digital.

Ou, como disse Stephanie Walden em um artigo para a Forbes, “Você pode ir tão fundo quanto quiser ou simplesmente permanecer no nível da superfície.”

Fintechs são seguras?

No Brasil e em vários outros países, o setor financeiro é vigiado pelo governo. Isso quer dizer que qualquer empresa que crie um produto para este segmento, como um novo meio de pagamento ou modelos de cartões de crédito, precisa seguir várias regras e normas estabelecidas pelo país.

A instituição que regula e monitora o mercado de atividades do setor financeiro no Brasil é o Banco Central. Sendo assim, as fintechs precisam respeitar tais regras e normas para oferecer qualquer produto no mercado.

Para saber se uma fintech existe mesmo e é confiável, basta checar o banco de dados do Banco Central, digitando o nome da empresa ou CNPJ no campo de buscas.

Como a cada ano surgem novas fintechs, alguns nomes podem ser desconhecidos, mas isso não significa, necessariamente, que sejam falsas ou perigosas.  

Atualmente, a maior fintech de serviços financeiros do Brasil é o Nubank, que recentemente foi eleito o melhor banco da América Latina em 2021

O futuro das fintechs

Em um ambiente digitalmente ativo, a tendência é que o setor das fintechs só cresça, como já apontam dados sobre o aumento de empresas desse ramo no Brasil e em outros países.

Em 2020, um ano marcado pelo distanciamento social, os setores financeiros - principalmente os relativos a pagamentos - precisaram se adaptar à tecnologia. Isso ocasionou um crescimento significativo na utilização de fintechs. É provável que muitas pessoas continuem a utilizar esse modelo, mesmo com a volta dos atendimentos presenciais.

Outra expectativa, também fruto de discussões surgidas durante a pandemia, é que o conceito de inclusão financeira ganhe maior engajamento a partir desse ano, pois a situação da Covid-19 enfatizou que as pessoas mais pobres eram as que mais precisavam de inclusão financeira e adesão à abertura de contas para transações.

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Você já usa os serviços de alguma fintech? Se sim, qual delas? Conte nos comentários como tem sido a sua experiência!


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