DP Tech # 17

Contronic: a empresa pelotense especializada em equipamentos para a saúde cerebral

Em parceria com o IFSul, a Contronic está produzindo equipamentos na versão portátil, o que possibilita a sua utilização em qualquer local.

22 de Dezembro de 2021 - 09h12 Corrigir A + A -

Por: K2. – Assessoria e Comunicação Digital

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Imagem: reprodução

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No DP Tech #17, a apresentadora Rogéria Ferreira conversou com os sócios-fundadores da empresa Contronic, Maurício Campello Tavares e Sidnei Seus. 

Acompanhe o resumo da entrevista. 

Maurício Campello Tavares | Contronic 

De acordo com Maurício, a empresa foi fundada em 1991 por iniciativa do engenheiro elétrico Júlio Baungarten, especializado em quadros de comando para automação industrial. 

O nascimento da Contronic surgiu da ideia de acrescentar eletrônica aos quadros de comando voltados para o agronegócio, otimizando os processos de aeração e classificação de grãos. 

Os primeiros passos da empresa foram dados com o desenvolvimento do projeto de informatização de um procedimento médico, o qual foi apresentado em um congresso e vendeu 4 unidades. 

A entrada na biomedicina 

A Universidade Católica de Pelotas (UCPel), que não podia participar da industrialização dos produtos, passou-os à Contronic que assumiu a produção e entrega dos equipamentos, começando aí a sua trajetória no campo da biomedicina. 

A parceria levou à criação de um departamento de pesquisa e desenvolvimento para estudo de novos projetos.    

Atualmente, a especialidade da Contronic são aparelhos para avaliação cerebral e diagnóstico de disfunções, a exemplo das relacionadas ao equilíbrio. 

Em parceria com o IFSul, a empresa está produzindo esses equipamentos na versão portátil, o que possibilita a sua utilização em qualquer local. 

Sidnei Seus | Contronic 

Sidnei Seus é formado no curso técnico de Eletrônica da ETFPel (hoje IFSul). 

O sócio-fundador da Contronic contou que, assim como todos os demais formandos da época, precisou buscar emprego fora de Pelotas, seja na capital, região serrana ou até em outro estado, porque aqui não existiam empresas no ramo da eletrônica.   

Assim, Sidnei foi pra Florianópolis-SC, onde acabou trabalhando em uma empresa incubada pelo Parque Tecnológico da cidade.                         

Sidnei comentou sobre a dificuldade encontrada na década de 90 para encontrar e contatar pessoas e fornecedores, pois não existia a internet e nem todo mundo pagava para aparecer nas listas telefônicas. 

Assim, era desafiador buscar e encontrar os fornecedores de materiais necessários aos produtos a serem montados.                       

O empresário também lembrou do quanto fez falta não ter um Parque Tecnológico em Pelotas na época em que começou sua empresa e comentou que os usuários do atual PPT nem sabem a sorte que têm por poder contar com toda a estrutura e ajuda do Parque.                       

Sidnei salientou que as áreas de biotecnologia e bioinformática têm um campo amplo e inexplorado no aumento da longevidade humana, uma vez que suprem desgastes que nossos corpos sofrem ao longo da existência, como perda da audição, visão e locomoção, entre outros.

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Assista à 17ª edição do DP Tech aqui.


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