Mercado de trabalho

Como será o mercado de trabalho em 2022?

“Transformação digital” é a expressão que definirá o próximo ano

03 de Dezembro de 2021 - 06h58 Corrigir A + A -

Por: K2. – Assessoria e Comunicação Digital

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Imagem: rawpixel.com - Freepik

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Quando você pensa em tecnologia, quais palavras vêm à sua mente? Por acaso mudança e rapidez são algumas delas? 

Essas duas palavras dizem muito sobre tecnologia, pois a cada ano que passa os processos, métodos e ferramentas se modificam em uma velocidade crescente.

Nos dois últimos anos, devido à pandemia de Covid-19, a adoção da tecnologia – principalmente nos ambientes de trabalho – teve um aumento expressivo.

De acordo com uma pesquisa da empresa de consultoria empresarial McKinsey, com a pandemia houve um crescimento da utilização de tecnologias digitais. Além disso, os modelos de trabalho se modificaram significativamente.

Mesmo após a liberação para a volta ao trabalho presencial em diversos países, inúmeras empresas optaram por adotar o modelo remoto ou híbrido como regime de trabalho da companhia.

No entanto, a escolha por esses modelos traz consequências. Como aponta o levantamento da McKinsey, mudanças como essas exigem novas habilidades e demandas dos profissionais, além de uma maior adaptação.

E aí está uma palavra que define 2020 e 2021 quando falamos sobre trabalho: adaptação. Com tantas modificações ocorrendo a todo o momento, os profissionais precisam encontrar novas maneiras de acompanhar o desenvolvimento de suas empresas.

As organizações, por sua vez, também se deparam com muitos desafios trazidos por essas transformações no mercado de trabalho.

Nossa última pesquisa confirma que o futuro pertencerá às empresas que colocam a tecnologia no centro de suas perspectivas, capacidades e delegações de liderança”, destaca estudo da McKinsey.

Uma abordagem estratégica da tecnologia é o principal caminho para o futuro em um contexto globalizado. Essas estratégias, contudo, não podem ser isoladas e precisam estar interligadas em todos procedimentos, recursos e etapas da companhia.

 Transformação digital: quais são as consequências?

Segundo o Fórum Econômico Mundial, é esperado que 85 milhões de empregos desapareçam e 97 milhões sejam criados até 2025. Muitas dessas novas profissões exigirão inteligência artificial,  linguagens de programação e ciência/segurança de dados.

Com as novas rupturas nos espaços de trabalho, a automatização está sendo mais rápida do que se esperava. A utilização da tecnologia transformará as tarefas que temos hoje: 

  • 43% das empresas pesquisadas pelo Fórum Econômico Mundial disseram que reduzirão a força de trabalho devido à integração de tecnologia em seus ambientes.

  • 41% afirmaram que planejam expandir a contratação de profissionais especializados em determinadas tarefas e 34% projetam a expansão como um resultado da integração da tecnologia.

Em resumo, há dois aspectos importantes acontecendo ao mesmo tempo: muitos trabalhos serão extintos, mas vários outros serão criados para acompanhar as transformações da economia e do mercado. 

No entanto, tais mudanças exigem mais dos profissionais.

O que se espera do profissional do futuro?

Os profissionais precisam se adaptar à transformação digital. Essa reciclagem foi praticamente forçada durante os anos de 2020 e 2021, mas a tendência é que a utilização de tecnologias digitais só cresça.

Sendo assim, quais são as principais características para o profissional do futuro? 

Segundo levantamento do Fórum Econômico Mundial, os empregadores veem o pensamento crítico e as habilidades de análise e solução de problemas como essenciais.

Mesmo com tantas mudanças tecnológicas, pesquisas demonstram que as competências mais demandadas dizem respeito a características comportamentais ao invés de técnicas.

Segundo relatório da Udemy Business sobre as tendências de trabalho para 2022, competências como trabalho em equipe, planejamento estratégico, gerenciamento de tempo, diversidade e inclusão serão muito valorizadas no próximo ano.

Trabalho remoto e híbrido: o que isso significa?

Nos dois últimos anos, os termos trabalho remoto//home office e trabalho híbrido se tornaram parte da rotina de muitos profissionais ao redor do mundo. Em 2020, principalmente, muitas empresas operaram 100% no modelo remoto.

Após a liberação parcial para a volta do trabalho presencial, algumas companhias decidiram adotar o modelo híbrido, ou seja, os funcionários podem trabalhar de casa e comparecer no espaço físico da empresa em alguns dias da semana.

No entanto, quais são as consequências para quem trabalha? Como esses novos modelos modificam o trabalho?

Já deu para perceber que adaptação foi a palavra que definiu 2020 e 2021. Com os modelos remoto e híbrido vindo para ficar, profissionais necessitam de qualificação e aprendizado de novas habilidades.

Algumas empresas investem em qualificação para suas equipes. Contudo, em muitos casos, os trabalhadores precisam procurar maneiras de aprender essas novas habilidades de forma independente.

Com os funcionários trabalhando em regime remoto ou híbrido, a atenção aos processos operacionais terá um aumento significativo. Uma pesquisa do ADP Research Institute constatou que 20% das empresas dos Estados Unidos – que possuem entre 25 e 99 funcionários – admitem enfrentar desafios com questões regulatórias.

Para lidarem com isso, as empresas precisarão trabalhar com dados de qualidade para fornecer confiança na hora de agir. Sendo assim, é preciso repensar várias questões, como o gerenciamento do retorno ao local físico, rastreamento de vacinação dos funcionários e organização dos processos de trabalho.  

Mudanças de carreira

A transformação constante do mercado de trabalho desperta em muitos profissionais o desejo de mudar de carreira para conquistar melhores oportunidades.

No início do ano, a Microsoft realizou um levantamento com mais de 30 mil profissionais e revelou que 40% deles estavam considerando a demissão ou a mudança de profissão no próximo ano. Sem contar aqueles profissionais que precisaram mudar de carreira à força, por pura necessidade.

Entre as tendências apontadas pela empresa de consultoria Gartner sobre o futuro do trabalho após a pandemia de Covid-19 consta algo que já comentamos nesse artigo: a mudança nas funções e habilidades no trabalho.

De acordo com o estudo, para a construção de uma força de trabalho efetiva pós-pandemia, o foco precisa estar nas habilidades e não em funções específicas.

Nesse sentido, a Gartner recomenda que as empresas incentivem os funcionários a desenvolverem habilidades críticas que abrem várias oportunidades para desenvolvimento de carreira, ao invés de se preparr apenas para uma função específica.

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O que você está achando da corrida da transformação digital? Sua carreira foi impactada por essas novas tecnologias? Compartilhe sua experiência nos comentários! ✍️ 


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