Segurança

Violência é tema de exposição na Deam

Intitulada Amor não combina com dor, a mostra estará no saguão da Especializada até o dia 22

15 de Março de 2019 - 14h00 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Evento faz parte das ações alusivas ao Dia Internacional da Mulher (Foto: Paulo Rossi - DP)

Evento faz parte das ações alusivas ao Dia Internacional da Mulher (Foto: Paulo Rossi - DP)

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Pelotas realiza, até o próximo dia 22, a exposição Amor não combina com dor, que retrata os casos de violência contra a mulher em feminicídios, estupros e tentativas de feminicídio ocorridos no Estado e no país. A iniciativa é uma parceria com a comandante Nádia, criadora da Patrulha Maria da Penha no Rio Grande do Sul. É a primeira vez que a exposição com foco nos casos de mulheres vítimas de violência ocorre em delegacias do Estado.

A Amor não combina com dor apresenta uma cronologia da Lei Maria da Penha - que vai desde 2006, ano em que foi sancionada, até os dias atuais - com casos conhecidos de violência contra a mulher. Os banners expostos contêm fotos e manchetes de jornais. A exposição também apresenta educação, conscientização e desconstrução da violência.

De acordo com a titular da Deam, Maria Angélica Gentilini da Silva, o evento faz parte das ações alusivas ao Dia Internacional da Mulher, com foco na visibilidade ao trabalho desenvolvido de prevenção com palestras e rodas de conversa, bem como no caráter punitivo com as prisões em flagrante e representações por prisões preventivas. “Violência contra mulher é coisa séria. São importantes as reflexões acerca do tema e de que uma ameaça pode chegar a um feminicídio”, explicou. Segundo ela, as imagens estão expostas no saguão da delegacia para que as vítimas de violência percebam a importância da denúncia. “Com a exposição, também realizamos a conscientização e a desconstrução do machismo.”

Conforme a delegada, a Especializada já contabilizou mais de 600 registros de ocorrências de violência contra a mulher desde o início do ano. A média, segundo a Polícia Civil, é de 200 queixas por mês. Em 2018, 2,6 mil mulheres procuraram a Polícia Civil para registrar ocorrência contra os agressores, o que gerou 2.524 inquéritos. Até agora, 11 pessoas foram presas pela equipe da Deam por crimes cometidos contra mulheres. No ano passado, 173 ordens judiciais foram cumpridas, resultando em 49 prisões preventivas e em flagrante. “O silêncio mata”, disse a delegada, que destacou a importância da denúncia. Além disso, cinco mulheres foram vítimas de feminicídio no ano passado na cidade.


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