Tribunal do Júri

Tribunal realiza na quarta o sexto júri do mês em Pelotas

Será julgado um acusado de homicídio e também por uma tentativa de homicídio

26 de Julho de 2022 - 16h02 Corrigir A + A -
Tribunal do júri se reúne para julgar acusado de homicídio (Foto: Divulgação)

Tribunal do júri se reúne para julgar acusado de homicídio (Foto: Divulgação)

Na quarta-feira (27), Pelotas realiza o último Tribunal do Júri do mês de julho. Será julgado o acusado da morte de Fernando de Oliveira Boeira, morto a tiros no dia 2 de abril de 2016, por volta das 5h, na avenida Bento Gonçalves, próximo a um trailer. Ele também responderá por tentativa de homicídio de uma segunda pessoa. Na ocasião, o acusado, após uma discussão com a vítima, retornou até onde ela estava, sacou a arma e realizou os disparos.

Ainda em julho houve outros cinco júris. Um deles contou com dois réus. No total, foram cinco condenações e uma absolvição, esta a pedido do próprio Ministério Público (MP). O promotor de acusação foi Márcio Schlee. No júri do dia 4 de julho, Fabrício Duarte Goulart foi condenado a dois anos de reclusão por tentativa simples de homicídio. A acusação contra ele é de que no dia 22 de abril de 2016, por volta das 13h30min, no interior de uma residência na rua Três, do loteamento Ceval, no Centro o acusado desferiu tiros contra uma vítima.

O desentendimento entre o acusado e a vítima iniciou em um período anterior ao crime. Goulart foi até a residência e, com intenção de matar, realizou dois disparos, porém sem conseguir atingir o homem. A acusação aponta que o homicídio só não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do atirador, por erro de pontaria.

O júri do dia 6 de julho condenou Pablo Madeira Meireles a 19 anos de prisão e Alisson Lian da Silva dos Santos a 16 anos de reclusão. Os dois são acusados de matar Leoni Kurz Félix. Na companhia de um menor identificado e de outros homens não identificados, os dois entraram na residência da vítima, desferindo coronhadas e, após amarrar as suas mãos, o levaram até a Estrada do Engenho, onde houve a execução.

Em 11 de julho, mais um júri e a condenação de Vagner Silva Andina, que no dia 30 de abril de 2016, na rua Ulisses Guimarães, a avenida Um do bairro Dunas, tentou matar a tiros um homem, que conseguiu sobreviver em razão de rápido atendimento médico. Andina foi condenado a uma pena de três anos. No dia 18 de julho foi registrada a única absolvição do mês.

Por último, no dia 21 de julho Felipe Décio Calderipe recebeu uma pena, através de condenação do Tribunal do Júri, de 41 anos e dois meses de prisão. Ele e mais dois comparsas, Paulo Renato da Silva Rocha Júnior Fábio e Manuel Marques, mataram, no dia 20 de dezembro de 2013, Tailon Alves Fagundes e Thuane da Silva Gonçalves, com tiros que atingiram o abdômen, o tórax e a cabeça das vítimas. Após matarem o casal, o trio foi até a residência de outras pessoas, arrombando a porta e desferindo tiros contra as vítimas, porém sem conseguir atingi-las. Calderipe e Rocha já haviam sido condenados a 48 anos de reclusão, em maio de 2021.


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