Justiça

Tribunal do Júri condena mãe e padrasto pela morte do menino Davi Brizolari

Apesar de o júri ter entendido que Rosângela concorreu para os crimes decidiu pela absolvição por clemência

09 de Outubro de 2019 - 15h46 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

O Tribunal do Júri decidiu pela condenação de Leonir Braga da Silva e Carla Jardel Brisolari Nogueira, padrasto e mãe do menino Davi Brisolari Nogueira, de apenas três anos, morto em novembro de 2017. A criança foi espancada por Leonir com tapas, socos, chutes, golpes utilizando instrumento em formato de bastão, objetos de ponta (possivelmente garfo) e chineladas após vomitar no acusado. Segundo laudo pericial, Davi morreu em consequência de um choque hemorrágico ocasionado pela ruptura da artéria mesentérica superior. Para o promotor, a mulher foi omissa frente às agressões físicas praticadas pelo acusado

Leonir foi sentenciado a 35 anos de reclusão e Carla a 25 anos por homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio contra uma das irmãs de Davi, que na ocasião foi agredida e teve o braço quebrado. O Padrasto e a mãe de Davi estavam presos desde a época do crime. A avó das crianças que tinha a guarda dos menores, Rosângela Brisolari, foi denunciada pelo Ministério Público (MP) pelos mesmos crimes mas recebeu absolvição por clemência. As sentenças foram dadas pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Pelotas, Régis Adriano Vanzin.

Em depoimento ao magistrado Leonir e Carla negaram as acusações. Ele disse que não havia agredido o menino. Já a mãe de Davi afirmou que não sabia da violência praticada por Leonir contra os filhos. Rosângela disse que amava os netos e que não tinha conhecimento das agressões. Apesar de o júri ter entendido que Rosângela concorreu para os crimes decidiu pela absolvição. Carla e Leonir estavam presos e, após o julgamento, seguiram para o Presídio Regional de Pelotas (PRP).

Os outros quatro filhos de Carla e a irmã gêmea de Davi que foi espancada foram destituídos do poder familiar e adotadas por outras famílias.

Relembre

Na época do crime, Carla disse à polícia que o filho teria passado mal e foi levado para o hospital. Lá, a mãe alegou que o menino havia se engasgado com leite. Os médicos logo perceberam os hematomas e uma hemorragia intra-abdominal em Davi. "Um laudo preliminar do Departamento Médico Legal apontou a causa como 'morte violenta' e que o ferimento interno teria sido provocado por agressões".
Quando a irmã de Davi chegou ao PSP, um dia depois, também com hematomas e o braço quebrado, os médicos acionaram a polícia, que passou a investigar os fatos, chegando ao acusado das agressões. O padrasto vivia há cinco meses com a mãe das crianças e, segundo testemunhas, na noite do crime havia sumido de casa. O homem foi preso dias depois do crime.


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