Escapada

Três detentos fogem da ala de triagem do Presídio de Pelotas

Fuga ocorreu na madrugada de segunda após conferência feita pelos agentes penitenciários

25 de Outubro de 2021 - 19h58 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

Estratégia. Susepe informa que já tomou as medidas e as polícias 
fazem buscas (Foto: Jô Folha - DP)

Estratégia. Susepe informa que já tomou as medidas e as polícias fazem buscas (Foto: Jô Folha - DP)

A Polícia Civil e Brigada Militar fazem buscas por três detentos que fugiram do Presídio Regional de Pelotas (PRP), na madrugada desta segunda-feira (25). Um deles estaria envolvido em um assalto recente a um açougue no bairro Navegantes, quando um dos criminosos acabou morto em confronto com a polícia.

Segundo nota da Superintendência de Serviço Penitenciários (Susepe), o trio estava em um grupo que se encontrava recolhido no ambiente de quarentena, no qual todos os presos que ingressam no sistema prisional permanecem por 14 dias, cumprindo o protocolo para prevenção da Covid-19. Na revista feita pelos agentes penitenciários no final da tarde de domingo, não havia sido registrado nada anormal. Na posterior conferência, foi constatada a ausência dos três apenados, que fugiram entortando as grades. A Susepe tomou todas as medidas para acompanhar o caso.

Quem tiver informações e deseja fazer denúncia anônima pode entrar em contato com o 197 da Polícia Civil ou pelo disque denúncia da BM, pelo telefone: (53) 3227-7171.

2016

A última grande fuga registrada no Presídio Regional de Pelotas foi em agosto de 2016, quando um muro foi derrubado por um caminhão para que seis detentos, todos integrantes de organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas, pudessem escapar. O fato foi por volta do meio-dia, em um dia de paralisação dos servidores do Estado por causa do parcelamento dos salários. Um caminhão em marcha à ré atingiu o muro lateral da casa prisional permitindo que os presos fugissem. Segundo a administração do presídio, no veículo estavam outros seis criminosos fortemente armados. Durante a fuga dos comparsas, eles trocaram tiros com os agentes. Os presos serraram as grades da galeria B, que dá acesso para os fundos da penitenciária, desceram de uma altura de aproximadamente seis metros, caíram dentro do canil, conseguiram escapar dos cães e aguardaram a queda do muro.

Todos os seis foram recapturados. O último, Anderson Goularte, foi preso no Paraguai quase três anos após a fuga.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados