Violência contra mulher

Sala das Margaridas já teve 25 atendimentos

Desde o início do ano, 1.217 mulheres prestaram queixa de violência na Polícia Civil

14 de Novembro de 2019 - 19h00 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

 (Foto: Jô Folha - DP)

(Foto: Jô Folha - DP)

Pouco mais de uma semana da inauguração da Sala das Margaridas, na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), em Pelotas, 25 mulheres procuraram o espaço destinado ao atendimento de vítimas de violência doméstica para denunciar agressões, ameaças, abusos sofridos e solicitar Medidas Protetivas de Urgência (MPU) contra agressores. Antes de receberem os primeiros atendimentos, as vítimas, agora, respondem um questionário padrão - aplicado em todos municípios que possuem o espaço - com perguntas referentes ao ambiente familiar, agressor e as formas de violência. A Sala das Margaridas da DPPA de Pelotas é a sexta no Estado.

À frente da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), desde o início do mês, a titular Márcia Chiviacowsky, considera que o novo método adotado pela Polícia Civil nas ocorrências que envolvam violência doméstica qualifica o atendimento e detalha a situação de cada mulher. "Com isso, conseguimos avaliar a gravidade de cada caso e o mais importante: encoraja e acolhe a vítima na hora do registro", explicou a delegada. Policiais civis passaram por treinamento para atuar nos casos, mas a preferência é de que agentes mulheres atendam essas ocorrências.

Conforme Márcia, além do implemento da Sala de acolhimento, o atendimento à vítima ganhou novos cuidados na Deam. "A gente quer que a mulher saiba que ela pode vir à delegacia denunciar qualquer tipo de violação que tenha sofrido. A Deam tem equipe qualificada pronta para atender e orientar as vítimas. O importante é que ela não fique calada e não sofra sozinha", comentou. De acordo com a delegada, a média de mulheres que procuram diariamente a Deam é de 12 vítimas, a maioria com a solicitação de MPU. "É fundamental que a vítima denuncie qualquer que seja a situação. A Deam de Pelotas está aberta para todas", disse.

Segundo indicadores criminais da violência contra a mulher, da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado, de janeiro até outubro de 2019, 709 mulheres prestaram queixas de ameaça, 476 sofreram agressões físicas, 23 foram vítimas de estupro, dois feminicídios consumados e sete tentativas, em Pelotas.

 


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