Estatísticas

Roubos em Pelotas têm redução de 52,68%

Se a comparação for com agosto, no entanto, o quadro se inverte, com nove ocorrências a mais em setembro

13 de Outubro de 2020 - 21h21 Corrigir A + A -

Por: Redação
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O roubo a veículos em setembro caiu 39,8%, com 496 registros no Estado (Foto: Divulgação - DP)

O roubo a veículos em setembro caiu 39,8%, com 496 registros no Estado (Foto: Divulgação - DP)

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) apresentou nesta terça-feira (13) mais um balanço da criminalidade no Estado, com redução na maioria dos crimes na comparação com o setembro de 2019. Desde que se iniciou a contabilização, em 2002, o número de roubos de veículos no Estado ficou abaixo de 500 casos em um mês. Foram 496 registros, 39,8% menos do que no mesmo período de 2019, que teve 824. Em Pelotas, os índices se mantiveram na média com seis roubos a veículos em setembro e nove no mesmo período do ano passado. Já Rio Grande aumento de três (2019) para seis (2020).

Em relação a roubos, a Princesa do Sul teve um pequeno aumento entre os meses de agosto (79) e setembro (88). Atenta aos índices, a Brigada Militar prendeu, no feriado de Nossa Senhora Aparecida, dois homens por práticas ilícitas de roubo a pedestres. O primeiro ocorreu na área central, quando os policiais em diligências localizaram o homem de 20 anos, com um aparelho celular da vítima e certa quantia em dinheiro. O segundo fato ocorreu na avenida J.K. de Oliveira, no bairro Areal. Os PMs realizaram buscas e localizaram o autor. Foram apreendidos um relógio, um aparelho celular e uma rebitadeira utilizada como arma para cometer crimes.

Ainda em Pelotas, quando a comparação é feita com o mesmo período do ano passado, a redução nesse tipo de crime chega a 52,68%. Em Rio Grande essa redução foi de 51,82%. Os roubos em geral no Estado passaram de 5.079 para 3.207 casos (-24,4%), os furtos, de 9.310 para 6.338 (-31,9%) e os ataques a estabelecimentos comerciais de 590 para 446 ocorrências.

Homicídios reduzem 18,3%

A SSP também alcançou redução inédita dos homicídios em setembro. O total no RS caiu de 126 no ano passado para 103 (-18,3%), o menor para o mês em toda a série histórica - o sistema de contabilização permite extrair o número de vítimas no Estado em separado de ocorrências a partir de 2005. Com o resultado, foi mantida a diminuição no acumulado deste ano frente ao mesmo período de 2019. Na soma de vítimas entre janeiro e setembro, o total reduziu de 1.380 no ano passado para 1.281 neste ano (-7,2%), o menor número desde 2007, que teve 1.271 óbitos por assassinato no intervalo de nove meses.

O foco territorial no combate à criminalidade, estratégia empregada pelo RS Seguro, segue como principal fator para a queda nos homicídios. Todo o ranking das dez maiores reduções em número de vítimas na comparação de acumulados deste ano e do anterior é ocupado por municípios que integram o grupo de 23 cidades priorizadas pelo programa. Pelotas está em segundo lugar, com 20 mortes registradas até setembro.

Feminicídios têm queda

O reforço nas campanhas de conscientização e canais de denúncia, além da intensificação nas ações de repressão pelas forças de segurança, resultaram em queda nos feminicídios no RS pelo quinto mês consecutivo. Foram seis vítimas em setembro deste ano contra sete no mesmo intervalo de 2019 (-14%) - o número atual repete 2014, com a menor marca da série histórica. Com isso, o acumulado de mulheres assassinadas em razão do gênero desde janeiro de 2020 segue abaixo do registrado em igual período do ano anterior: passou de 70 para 63 vítimas (-10%).

O cenário também é de retração ou estabilidade no comparativo de acumulados em nove meses de 2019 e 2020 entre os outros quatro indicadores de violência contra a mulher monitorados pela SSP: ameaças (-13,1%), lesões corporais (-10,1%), estupros (-1,6%) e tentativas de feminicídios (-0,8%). Na leitura isolada de setembro, houve queda entre as ameaças (-24,3%), nas lesões corporais (-16,4%) e os estupros (-28,2%). Ponto fora da curva foram as tentativas de feminicídio no mês, que dobraram de 14 para 30 (114,3%). O dado reforça que a sociedade não deve relaxar no papel ativo de proteção às mulheres, denunciando imediatamente qualquer forma de agressão ou abuso. Familiares, amigos, vizinhos podem, e devem, fazer denúncia.


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