Crime

Roubo de fios e carros da Cosulati representa prejuízo de R$ 1 milhão

Material foi levado da fábrica da cooperativa por quatro homens fortemente armados

18 de Maio de 2022 - 21h43 Corrigir A + A -
Criminosos levaram 800 quilos de fios de cobre da fábrica, no Capão do Leão (Foto: Divulgação - DP)

Criminosos levaram 800 quilos de fios de cobre da fábrica, no Capão do Leão (Foto: Divulgação - DP)

Por volta das 22h de terça-feira (17) as dependências da fábrica da Cosulati, localizada no Capão do Leão, foi assaltada por quatro homens fortemente armados. Dois funcionários, que atuam na portaria da cooperativa, foram rendidos e usados pelos criminosos para ter acesso à sala de máquinas, de onde foram levados aproximadamente 800 quilos de fios de cobre. Vale lembrar que este local é responsável pela alimentação da energia de toda a fábrica. Os bandidos também roubaram dois veículos, um Fiat Uno de cor branca e um Cruise de cor preta. O prejuízo total foi calculado em torno de R$ 1 milhão.

Conforme ocorrência policial registrada na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), os dois seguranças foram obrigados a ajudar os ladrões a carregar os fios até o Uno, que foi ainda utilizado para transportar por quatro vezes a carga de fios. Na sequência, os seguranças foram trancados em uma sala, amarrados. A informação é de que os quatro assaltantes chegaram ao local em uma carroça.

O roubo aconteceu exatamente em um momento em que a crise financeira se intensifica na cooperativa. A indústria de laticínios, no Capão do Leão, que tem uma capacidade de beneficiar um milhão de litros por dia, se contabilizada a torre de secagem para produção de leite em pó, tem hoje um volume que não chega a atingir quatro mil litros diários, funcionando apenas de uma a duas vezes por semana, devido à falta de leite.

O gerente de Processos da fábrica, Ângelo André da Silva Leal, não acredita em um roubo encomendado. “Está comum o furto de fios em toda a região. Acho que os criminosos aproveitaram a situação para efetuar o crime”, resume. Quanto ao momento vivido na empresa, Leal ressalta que o prejuízo causado pela ação criminosa é praticamente o que a cooperativa busca para se recuperar financeiramente. “É o valor que precisamos para voltar a operar normalmente”, avalia. Sabendo que não será possível recuperar a fiação elétrica, o gestor espera que, ao menos, sejam recuperados os dois veículos levados pelo quarteto.


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