Dados

Roubo a pedestre tem redução de 20,7% em Pelotas

Mesmo com fluxo maior de pessoas nas ruas, os registros desse tipo de crime foram menores do que nos primeiros sete meses de 2020

23 de Setembro de 2021 - 12h01 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

Dicas. Mesmo com queda, GM orienta pessoas
a ficarem mais atentas (Foto: Jô Folha - DP)

Dicas. Mesmo com queda, GM orienta pessoas a ficarem mais atentas (Foto: Jô Folha - DP)

Com maior flexibilização das medidas sanitárias em função da pandemia e com mais de 70% da população com a primeira dose da vacina contra a Covid-19, e quase 40% com a segunda, o fluxo de pessoas na rua é notadamente maior que no mesmo período de 2020, o que num contexto histórico seria motivo para o aumento da criminalidade, principalmente a patrimonial. Mas em Pelotas, pelo registro do Observatório de Segurança Pública e Prevenção Social, o crime de roubo a pedestre reduziu em 20,7% nos primeiros sete meses. Foram 675 crimes deste tipo registrados entre janeiro e julho de 2020, e 535 notificados no mesmo período deste ano.

A coordenadora do órgão, Cintia Aires, ressalta que de acordo com os dados do Observatório, o acumulado de janeiro a julho apresentou queda quando comparado aos quatro últimos anos. “Em 2017, a quantidade de roubos a pedestre chegou a 1.990. Já em 2018, foram 1.613 ocorrências. Em 2019, foram 1.364 registros. Por fim, conforme já foi exposto, foram 675 crimes registrados em 2020 e, em 2021, 535 - uma queda de 74% comparado a 2017.”

Para quem atua diretamente nas ruas, com a Guarda Municipal, o trabalho realizado desde 2017 de forma integrada com a Brigada Militar, Polícia Civil e agentes de Trânsito e a resposta para o cenário atual. “A cada ano, essa integração está maior, com reuniões semanais onde analisamos os índices criminais e os comparativos para planejar nossas ações em conjunto, visando coibir este tipo de delito entre outros”, destacou o comandante da GM, Igor Bretanha. Ele lembra que uma viatura fixa presta segurança no Calçadão e outras fazem rondas nos pontos de maiores incidências dos índices criminais. “Atribuímos a redução dos índices de roubos a essas ações.”

Pacto pela Paz

Os resultados obtidos em Pelotas foram tema central de um artigo científico para o trabalho de conclusão do Curso de Especialização em Políticas e Gestão em Segurança Pública (CEPGESP), na Academia da Polícia Militar, em Porto Alegre, do comandante do 4º BPM, tenente-coronel Márcio Andre Facin. Com o título “Pacto Pelotas pela Paz: estratégias para redução da criminalidade no município de Pelotas/RS”, a pesquisa concluiu que o município tem as menores reduções de homicídios e roubos em comparação a média praticada no Estado e também na relação com outros municípios de porte médio, como Santa Maria, Caxias e Canoas. “O trabalho científico foi avaliado pela banca com a nota máxima, fato que demonstra o quão importante é isso que estamos fazendo aqui”, ressaltou.

Para o comandante, a medida adotada pelo Executivo em 2017 foi um divisor de águas para a criminalidade, uma vez que é um trabalho de persistência, comprometimento, empatia e de uma união de esforços de todos os órgãos vinculados ao Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) e ao Comitê Integrado de Prevenção (CIP). “Isso que acontece em Pelotas não encontra precedentes na história da segurança pública da cidade, tampouco no Rio Grande do Sul”, avaliou Facin.

Dois por dia

A redução no roubo a pedestre não significa que o crime tenha cessado. Foram 535 registros em sete meses, o que corresponde a duas pessoas vítimas de assaltos por dia. O comandante Bretanha orienta as pessoas a escolherem ruas com maior movimento para fazer seu trajeto. “Devem evitar andar com aparelhos eletrônicos à mostra, pois chama a atenção dos delinquentes”, indicou. Ficar atento a qualquer movimentação suspeita e ligar para o telefone de urgência da GM, o 153, para que as guarnições possam averiguar, se somam às sugestões de segurança do coordenador da Guarda Municipal.


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