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Rio Grande cria app para combate ao abigeato

Tecnologia disponibiliza um banco de dados digital, com armazenamento em nuvem, para o registro de marcas e sinais de animais do campo, como bovinos, equinos e ovinos

11 de Maio de 2022 - 19h30 Corrigir A + A -
A tecnologia substitui os livros de papel nada funcionais usados hoje nesse serviço (Foto: Richard Furtado - PMRG)

A tecnologia substitui os livros de papel nada funcionais usados hoje nesse serviço (Foto: Richard Furtado - PMRG)

Uma ferramenta inédita no Rio Grande do Sul, que auxilia no combate a crimes de abigeato, foi apresentada em Rio Grande: o AbigeApp, um aplicativo que disponibiliza um banco de dados digital, com armazenamento em nuvem, para o registro de marcas e sinais de animais do campo, como bovinos, equinos e ovinos. A tecnologia substitui os livros de papel nada funcionais usados ainda hoje neste serviço.

A solução se torna completa, pois as autoridades de segurança pública local, regional e estadual terão acesso a um aplicativo com recursos de inteligência artificial para consultar os dados, identificar a propriedade dos animais apreendidos e agilizar a investigação em crimes de abigeato. O uso do aplicativo já foi aprovado, mas demanda um tempo para ser efetivado, pois necessita passar por adaptações técnicas.

Conforme o titular da 2ª Delegacia de Polícia e do Núcleo de Combate ao Abigeato, Ronaldo Coelho, o aplicativo vai ajudar bastante. “A ferramenta faz a pesquisa de marcas de gado registradas na prefeitura e auxilia ainda no registro das marcas”. O mais interessante, segundo o delegado Coelho, é que o policial, na ação, desenha a marca na tela do celular e o aplicativo faz buscas de marcas semelhantes, já fornecendo o nome e o endereço do criador”.

Este ano, o Núcleo de Combate ao Abigeato de Rio Grande já registrou 38 ocorrências de furto de animais, entre cabeças de gado e também de cavalos. Também este ano, já foram presas cinco pessoas - três em fevereiro e duas em março - por abigeato. As prisões de fevereiro foram feitas pela Brigada Militar na localidade da Querência, no balneário Cassino. Segundo informações policiais, um dos homens já era acusado de pelo menos 15 crimes do mesmo tipo.

Em novembro do ano passado, os policiais do Núcleo conseguiram recuperar, em uma única ação, dez animais que haviam sido furtados - sete deles sem procedência e três com procedência. Todos ainda vivos, o que é muito difícil neste tipo de crime, já que os abigeatários costumam matar e carnear muitas vezes na própria propriedade ou nas proximidades.

Em dezembro do ano passado, policiais do Núcleo tiveram uma vitória, com o desmantelamento de uma organização criminosa, armada e especializada em abigeato, com o cumprimento de oito mandados judiciais. O prejuízo que essa organização causou a produtores, em menos de um mês, chegou a R$ 200 mil.


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