Saúde

PRP está há dois meses sem médico

Presos estão sendo encaminhados às unidades de saúde ou Pronto-Socorro

08 de Novembro de 2018 - 13h01 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Dificuldade. A necessidade de profissionais esbarra na falta de interesse em atuar na cadeia. (Foto: Jô Folha - DP)

Dificuldade. A necessidade de profissionais esbarra na falta de interesse em atuar na cadeia. (Foto: Jô Folha - DP)

Há dois meses o Presídio Regional de Pelotas (PRP) está sem médicos na Unidade Básica de Saúde (UBS) para atender os presos reclusos no local. A informação foi confirmada pela diretora da casa prisional, Fabiane Gomes. Apesar da falta de médicos, a administradora da cadeia garante que os apenados não estão sem atendimento, já que UBS do PRP conta com enfermeiro, técnico de enfermagem e dentista. Os casos que necessitam de consulta médica estão sendo encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou ao Pronto-Socorro (PS). “Ninguém está sem assistência”, disse.

Desde setembro, quando a profissional que atuava no local saiu para fazer residência médica, o cargo está desocupado. Para o atendimento nas unidades de saúde, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) comunica a UBS ou a UPA que irá encaminhar um preso para consulta em horário combinado. Se for caso de tratamento, o mesmo, entretanto, é feito no Presídio, já que possui enfermeiro e técnico de enfermagem. “Antes de saírem, eles passam por uma triagem no setor da enfermaria e no setor técnico responsável para que não saiam escoltas desnecessárias”, explicou o delegado penitenciário, Fernando Zacotegui.

O Executivo municipal, através da Secretaria de Saúde, tem buscado alternativas para solucionar o problema na unidade de saúde do PRP. Entre as medidas adotadas, as principais delas seriam uma parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) para abrir estágio no Presídio e um projeto de lei que aumente o valor da carga horária médica, para ser mais atrativo ao profissional . “O interesse em atuar em uma casa prisional é baixo, há um certo receio em trabalhar dentro de um presídio. Estamos buscando interessados”, disse o assessor da secretária de Saúde, Leandro Thurow.

O município já esteve reunido com representantes da Penitenciária Estadual de Rio Grande (Perg) para tratar sobre o funcionamento da Unidade Básica de Saúde interna da Perg, referência na área em todo o país.
Conforme a diretora do PRP, a média de presos que procuram atendimento médico diário na cadeia é, no mínimo, de 30 apenados. O PRP abriga 1.068 detentos.


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