Fraude

Polícia Federal prende doleiros acusados de lavagem de dinheiro no RS

Operação Harpia investiga conexão entre doleiros que atuam no Brasil, Uruguai e Paraguai

03 de Setembro de 2019 - 14h28 Corrigir A + A -
Segundo a Receita Federal, os  investigados tiveram movimentação financeira de mais de R$ 1 bilhão entre os anos de 2015 e 2019. (Foto: Divulgação - DP)

Segundo a Receita Federal, os investigados tiveram movimentação financeira de mais de R$ 1 bilhão entre os anos de 2015 e 2019. (Foto: Divulgação - DP)

A Polícia Federal, em parceria com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta terça-feira (3), a Operação Harpia, que investiga os crimes de operação de instituição financeira sem autorização, evasão de divisas, lavagem de capitais e organização criminosa. Cerca de 80 policiais federais e oito servidores da Receita Federal cumpriram 16 mandados de busca e apreensão nos municípios gaúchos de Porto Alegre (4), Novo Hamburgo (1) e Santana do Livramento (6), e em Ariquemes (5), no estado de Rondônia, além de 11 mandados de prisão.

Durante as investigações, iniciadas em 2018, foi apurada a conexão de uma rede de doleiros que atuam em Porto Alegre, Santana do Livramento, Rivera (Uruguai) e Ciudad del Este (Paraguai). A investigação identificou que esse grupo mantinha parceria cambial conhecida como “dólar-cabo”, para a prática da lavagem de dinheiro de diversas atividades criminosas no Brasil e no Exterior, inclusive com a utilização de madeireiras da Região Norte do país.

A partir das informações coletadas com o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a Polícia Federal e a Receita Federal buscam identificar a origem e o volume de recursos ilícitos transacionados pelos investigados, que tiveram movimentação financeira de mais de R$ 1 bilhão entre os anos de 2015 e 2019. Harpia é uma das maiores aves de rapina do mundo e que está presente em grande parte do Brasil, principalmente na Amazônia.

 

 


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