Manifesto

Polícia Civil faz paralisação nesta quarta

Mobilização se estende até quinta-feira em resposta às medidas tomadas pelo governo do Estado

12 de Novembro de 2019 - 08h39 Corrigir A + A -
Paralisação das atividades se estende até quinta-feira em todo o Rio Grande do Sul (Foto: Jô Folha - Infocenter - DP)

Paralisação das atividades se estende até quinta-feira em todo o Rio Grande do Sul (Foto: Jô Folha - Infocenter - DP)

A Polícia Civil de Pelotas e do Estado vai paralisar as atividades nesta quarta (12) e na quinta-feira como resposta às medidas tomadas pelo governador Eduardo Leite (PSDB). De acordo com o Sindicato que representa escrivães, inspetores e investigadores da Polícia Civil gaúcha (Ugeirm), entre as medidas anunciadas estão o fim das datas fixas das promoções da Polícia Civil, vedada a Licença Especial remunerada para pedido de aposentadoria, retirada dos dependentes do IPE Saúde, aumento da idade e tempo de contribuição para aposentadoria, atraso nos salários e outras definições. "Esse é um primeiro passo, para uma reação que pode chegar até mesmo a uma greve por tempo indeterminado. O que está sendo feito com os servidores é um retrocesso", explicou o presidente do sindicato que representa a categoria, Isaac Ortiz.

No dia 14, a categoria promete anunciar uma série de medidas que serão adotadas pelos servidores, em resposta ao governo. Entre essas medidas estarão em discussão a retomada da Operação Cumpra-se a Lei e o boicote do Programa Qualificar. "Somente uma grande mobilização fará o governo recuar. A articulação que temos feito na Assembleia Legislativa e, também, em reuniões com o governo, é muito importante, mas sem mobilização e policiais protestando nas ruas, ela será infrutífera", avaliou o presidente do sindicato.

Além da paralisação como resposta, a intenção é mostrar à população a realidade do trabalho policial e explicar os motivos do ato. Segundo a Ugeirm, somente casos graves serão registrados na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). "Nosso trabalho não pode ser tratado com descaso, pois será a própria população que sofrerá as consequências."

Pelas redes sociais, representantes de outros sindicatos de policiais estão convocando os servidores para participar da paralisação e do ato que ocorrerá em Porto Alegre juntamente com funcionários públicos de outras áreas. "Diante dessa realidade, a única atitude é essa. O governo está atacando a área mais frágil que é o Executivo. Não é dessa maneira que vai equilibrar as contas do Estado."

Orientações

- A paralisação começará às 8h do dia 13 e se estenderá até as 18h do dia 14.

- No interior a orientação é que todos (as) compareçam aos locais de trabalho e se concentrem na frente dos órgãos de atuação para dialogar e explicar à sociedade sobre os ataques à carreira e à família.

- A orientação é para que não haja circulação de viaturas. Todas devem permanecer paradas no órgão a que pertencem.

Plantão


- Serão atendidas somente ocorrências policiais de Maria da Penha com pedido de medidas protetivas, crianças vítimas, homicídios, estupros, prisões e furto/roubo de veículos (não atender recuperação ou devolução de veículos). Casos de prisão em flagrante somente iniciar o procedimento após análise criteriosa da autoridade policial. Exigir a presença da autoridade policial em todos os atos do flagrante.

Investigação


- Não deverão ser procedidas diligências externas como intimações, buscas e levantamento de locais.

 


- Não proceder confecção de inquéritos e termos circunstanciados nem remeter os feitos ao Judiciário.

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