Estelionato

Polícia Civil analisa documentos apreendidos em construtora que aplicava golpes em Pelotas

Empresa executava apenas o início da obra, utilizando materiais inadequados e funcionários com pouca qualificação fazendo com que as obras apresentassem graves defeitos técnicos, sendo abandonadas em seguida

12 de Fevereiro de 2019 - 13h09 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

O casal foi preso de forma preventiva, na última sexta-feira, por agentes da 2ª Delegacia de Polícia. Investigação através da análise de documentos e telefones, apontou que estelionatários pretendiam deixar o país. (Foto: Polícia Civil)

O casal foi preso de forma preventiva, na última sexta-feira, por agentes da 2ª Delegacia de Polícia. Investigação através da análise de documentos e telefones, apontou que estelionatários pretendiam deixar o país. (Foto: Polícia Civil)

A Polícia Civil analisa documentos apreendidos na Construtora Rodeghiero Júnior e na casa do casal, donos da empresa, acusados de aplicar golpes na construção de casas em condomínios de classe média alta, em Pelotas. O casal foi preso de forma preventiva, na última sexta-feira (8), por agentes da 2ª Delegacia de Polícia. Investigação através da análise de documentos e telefones apontou que estelionatários pretendiam deixar o país. Além da prisão decretada, a Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário do casal. 

De acordo com a titular da 2ªDP, Walquíria Meder, os estelionatários prometiam a construção de casas em residenciais de alto padrão como Alphaville, Veredas e no bairro Recanto de Portugal. Segundo a delegada responsável pela investigação, a construtora executava apenas o início da obra, utilizando materiais inadequados e funcionários com pouca qualificação fazendo com que as obras apresentassem graves defeitos técnicos sendo abandonadas em seguida. Ao mesmo tempo, as vítimas eram pressionadas a efetuar pagamentos antecipados de partes da obra que sequer tinham iniciado. Além disso, nos contratos havia uma cláusula prevendo a perda total dos valores já pagos caso o contratante desistisse do empreendimento. "Ao que tudo indica, o objetivo era obter a maior vantagem possível para depois forçar as vítimas a desistir do negócio", explicou. Laudos feitos posteriormente nas obras iniciadas pela construtora indicaram, em alguns casos, risco de desabamento. 

Até o momento, seis vítimas procuraram a Polícia Civil para prestar queixa do golpe. No entanto, a delegada disse que o número de pessoas que sofreram prejuízos é  maior já que algumas vítimas que não quiseram efetuar a ocorrência policial por temer represálias. A polícia também apura a participação de outras pessoas no esquema. "A investigação continua e outras pessoas ainda devem ser ouvidas. Esse casal também responde por diversos processos cíveis".

A investigação sobre o esquema de fraude na construção iniciou em setembro do ano passado e o prejuízo estimado até agora é de R$1,3 milhão. 

 


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados