Fronteira

PF revela crime de descaminho via Correios

Operação Destilados investiga esquema de venda de bebidas pela internet em Jaguarão

02 de Março de 2021 - 21h01 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

Após meses de investigações, a Polícia Federal de Jaguarão conseguiu desmantelar um esquema de vendas de bebidas via on-line que chegou a render R$ 120 mil no comércio de mercadoria estrangeira em cinco meses de ação ilícita. A Operação Destilados, de repressão ao descaminho de bebidas na fronteira com o Uruguai, cumpriu dois mandados de busca e apreensão na manhã de ontem. Ninguém foi preso.

Segundo o delegado responsável pela ação, Leonardo Pires dos Santos, a investigação teve início em agosto de 2020, após a apreensão de 16 volumes de mercadorias estrangeiras que estavam sendo enviadas através dos Correios para outros estados da federação, sem o pagamento dos tributos devidos. Diligências apontaram que o grupo criminoso estaria utilizando sites de compra e venda de mercadorias pela internet para comercializar clandestinamente bebidas alcoólicas, principalmente destilados como vodcas, gin, licores e uísque, todas de origem estrangeira, adquiridas na região de fronteira. Confira no quadro ao lado como funcionava o esquema.

A Polícia Federal não tem informações se os preços praticados pelos investigados estavam abaixo do valor de mercado nacional, no entanto, foi possível apurar que eles vendiam para comerciantes que naturalmente colocavam sua margem de lucro em cima para expor os produtos à venda em seus estabelecimentos.

Repressão

Além do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, também foram executadas quebras de sigilos fiscais e bancários, sequestro de um veículo e medidas cautelares alternativas à prisão contra um investigado. Os envolvidos poderão ser indiciados pela prática do comércio ilegal de bebidas importadas pela internet e responder pelos crimes de descaminho, associação criminosa, falsificação de documento e lavagem de capitais, cujas penas máximas, somadas, podem chegar a 22 anos de prisão.

 


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