Investigação

PF prende investigado na Operação Yallah

O suspeito monitorava um policial Federal no Chuí

22 de Outubro de 2020 - 13h34 Corrigir A + A -
O investigado foi para o Presídio de Santa Vitória do Palmar. (Foto: Divulgação - DP)

O investigado foi para o Presídio de Santa Vitória do Palmar. (Foto: Divulgação - DP)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), a Operação Obstructio, com o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e de um mandado de busca e apreensão no Chuí.

A investigação teve início a partir da análise das provas coletadas na Operação Yallah, deflagrada em setembro, e que teve por alvo organização criminosa dedicada a crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro.

A análise de telefone celular apreendido na Operação Yallah indicou que um policial federal havia sido monitorado e vigiado em sua rotina por um integrante da organização criminosa, que foi o alvo da ação desta quinta. O acompanhamento do policial teria por objetivo a obstrução da investigação.

A Operação Obstructio investiga crime contra a administração da Justiça. O preso será encaminhado ao Presídio de Santa Vitória do Palmar.

Relembre

A Polícia Federal no Chuí deflagrou no dia 24 de setembro a Operação Yallah para desarticular a associação criminosa especializada em evasão de divisas, operação de câmbio ilegal e em lavagem de capitais, estabelecida na fronteira do sul do Brasil pelo Chuí. Foram quatro prisões em flagrante (três no Chuí e uma em Uruguaiana), cinco armas de fogo apreendidas e muita munição recolhida.

A investigação teve início no final de 2019 após a notícia de movimentações financeiras suspeitas envolvendo membros da associação criminosa, que, entre 2016 e 2018, teriam movimentado mais de R$ 230 milhões entre diversas contas bancárias. O inquérito policial apontou a existência de uma rede de pessoas físicas e jurídicas, todas residentes ou sediados na fronteira entre o Brasil e o Uruguai, que teriam recebido em contas bancárias valores oriundos das mais diferentes regiões do Brasil.

Segundo os delegados Wilson Klippel Sichonany Filho e Jonas Vilasboas Correa, a associação criminosa era responsável por gerenciar uma rede de contas bancárias, muitas vinculadas a laranjas e a empresas de fachada. Após o aporte dos valores nas contas de controle dos membros da associação criminosa, o grupo operacionalizava o saque, o transporte e a entrega dos valores em casas de câmbio e em outras instituições financeiras do Uruguai.

Ainda segundo os delegados, as apreensões feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), principalmente no mês de agosto, de grande quantidade de dinheiro sendo transportado em mochila, forro de jaquetas e caixas de som, com destino ao Uruguai e vice-versa, pode ter alguma relação com o esquema, mas neste momento não foi feita nenhuma ligação específica. A operação foi denominada Yallah, uma expressão usual na região, alusiva a origem dos principais investigados.


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