Investigação

Pelotas tem 12 presos na Operação Lockdown da Polícia Civil

Foram 200 mandados de prisão no Estado de presos que pediram o Auxílio Emergencial

19 de Junho de 2020 - 12h01 Corrigir A + A -
As prisões ocorreram ao longo de uma semana em todo Estado. (Foto: Infocenter - DP)

As prisões ocorreram ao longo de uma semana em todo Estado. (Foto: Infocenter - DP)

A Polícia Civil do Estado divulgou nesta sexta-feira (19) os resultados parciais da Operação Lockdown que trata de ações para cumprimento de 200 mandados de prisão em aberto. A peculiaridade é que os alvos são egressos do sistema prisional que se cadastraram para receber o auxílio emergencial de R$ 600,00 do governo Federal. Em Pelotas foram 12 presos.

O cumprimento dos mandados iniciaram há uma semana, em todas as Regiões do Estado, com envolvimento de todos os departamentos da Polícia Civil, de modo que a operação contou com dados disponibilizados pela Controladoria-Geral da União.
A chefe de Polícia, Delegada Nadine Anflor explica que "a operação não visa apurar a questão da regularidade ou não do recebimento do auxílio, mas busca devolver ao sistema penitenciário indivíduos que estavam foragidos".

Nadine destaca, ainda, que as ações foram planejadas a partir de informações repassadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), propiciando a análise dos dados pelo Gabinete de inteligência da Polícia Civil e a consequente operacionalização das ações. O órgão de segurança contou com o apoio do Laboratório de Inteligência Cibernética do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, na análise de dados. Em breve, será celebrado um acordo de cooperação técnica entre PCRS e CGU que tratará de troca de bases de dados entre as duas instituições, capacitação e investigações de combate a corrupção de forma conjunta.

No total, até o momento, foram 177 presos nos seguintes municípios Porto Alegre, Canoas, Alvorada, Gravataí, Viamão, Cachoeirinha, São Leopoldo, Novo Hamburgo , Eldorado do Sul, Pelotas (12), Sapucaia do Sul, Portão, Campo Bom e diversas cidades do interior do Estado. Os presos respondiam por crimes como tráfico de drogas, roubo, furto, estupro, homicídio, extorsão, corrupção de menores, entre outros. Na operação atuaram em torno de 250 policiais de todo o Estado.


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