Segurança

Parceria entre Secretarias qualifica atendimento de urgência nos presídios do Estado

Será o teleatendimento do Samu nos presídios do Estado, sendo que os servidores técnicos da área da saúde poderão realizar chamadas de vídeo aos médicos reguladores

31 de Julho de 2020 - 14h06 Corrigir A + A -
O primeiro presídio a receber o sistema de atendimento ainda não foi definido. (Foto: Divulgação - SES)

O primeiro presídio a receber o sistema de atendimento ainda não foi definido. (Foto: Divulgação - SES)

As secretarias da Saúde (SES) e da Administração Penitenciária (Seapen) firmaram uma cooperação técnica na quinta-feira (30), para implantar o teleatendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) nos presídios do Estado. Os servidores técnicos da área da saúde da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) poderão realizar chamadas de vídeo aos médicos reguladores do Samu, em caso de emergência médica com os presos. Conforme cada caso, os técnicos na Central Estadual de Regulação irão orientar a melhor conduta a ser feita e, se necessário, irão definir pelo envio da ambulância. Esse processo será realizado sem o intermédio da tradicional chamada ao 192. “O atendimento por videochamada é mais direto e mais eficiente, pois o profissional de saúde estará enxergando exatamente o que está acontecendo com o paciente”, explicou o diretor do Departamento de Regulação Estadual, Eduardo Elsade. 

Entre as vantagens que esse novo método de atendimento irá trazer está a qualificação do atendimento médico às pessoas privadas de liberdade, evitar deslocamentos desnecessários dos presos para fora dos presídios e economia de recursos públicos. “Há uma enorme logística necessária para realizar os atendimentos médicos de urgência dessas pessoas. Muitos casos podem ser resolvidos apenas com orientação e capacitação dos profissionais da saúde que trabalham no sistema penitenciário”, ressaltou o secretário da Administração Penitenciária (Seapen), Cesar Luis de Araújo Faccioli. "A resposta do Samu pode fazer a diferença entre a vida e a morte”, completou. 

A secretária da Saúde, Arita Bergmann, falou que será uma ferramenta importante no combate à Covid-19 nos presídios, mas que o projeto também é muito necessário a todas as outras possíveis emergências que venham a ocorrer e persistirá depois do fim da pandemia. “Não conhecemos nenhum projeto parecido no país. Estamos sendo inovadores”, completou Arita.

O projeto será implementado, num primeiro momento, em apenas uma instituição, a ser definida na próxima semana, mas a proposta é expandir para todos os presídios sob gestão do Governo do Estado “em um curtíssimo prazo”, falou Faccioli. A proposta também inclui uma capacitação dos servidores técnicos da área da saúde da Susepe para a utilização da nova tecnologia. “Será um divisor de águas”, garante o secretário.

O secretário da Seapen também aproveitou a ocasião para fazer a entrega simbólica de uma doação de 20 mil máscaras de proteção facial (confeccionadas conforme as normas da Anvisa) produzidas por apenados do sistema prisional do Rio Grande do Sul. Do total, 10 mil foram produzidas na Penitenciária Estadual de Canoas I (Pecan I) e 10 mil na Penitenciária Estadual de Arroio dos Ratos (PEAR). Um primeiro kit foi entregue à Diretoria de Ações em Saúde, Ana Costa. O restante deverá ser encaminhado nesta sexta-feira,, à sede da SES, para distribuição.


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