Denúncia

Pai de Santo é preso em Rio Grande

Aos agentes da Deam ele disse que os abusos faziam parte das sessões e que, além disso, as entidades das vítimas pediam

11 de Outubro de 2018 - 09h54 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Ele levava as vítimas para um espaço reservado e mandava que elas ficassem sem as roupas. Conforme a titular da Deam, Lígia Furlanetto, Pai Marcos de Iemanjá passava as mãos no corpo das mulheres, tocava em suas genitálias e também ficava nu na frente das vítimas. (Foto: Polícia Civil)

Ele levava as vítimas para um espaço reservado e mandava que elas ficassem sem as roupas. Conforme a titular da Deam, Lígia Furlanetto, Pai Marcos de Iemanjá passava as mãos no corpo das mulheres, tocava em suas genitálias e também ficava nu na frente das vítimas. (Foto: Polícia Civil)

Um Pai de Santo foi preso por agentes da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Rio Grande após diversas denúncias de abusos sexuais durante as sessões espíritas.

De acordo com Polícia Civil, Marcos Paulo Souza Chaves, 43, conhecido como Pai Marcos de Iemanjá tinha uma Casa de Religião no bairro Getúlio Vargas e lá praticava as sessões. Ele levava as vítimas para um espaço reservado e mandava que elas ficassem sem as roupas. Conforme a titular da Deam, Lígia Furlanetto, Pai Marcos de Iemanjá passava as mãos no corpo das mulheres, tocava em suas genitálias e também ficava nu na frente das vítimas. 

Marcos Paulo foi preso em casa, no BGV. Aos agentes da Deam ele disse que os abusos faziam parte das sessões e que, além disso, as entidades das vítimas pediam. "Ele se aproveitou da crença religiosa dessas mulheres pra praticar esses atos. Muitas delas iam com angústias e na esperança de cura", comentou a delegada.

Em setembro deste ano, uma das vítimas prestou queixa à Deam sobre os fatos ocorridos nas sessões do Pai Marcos de Iemanjá. A mulher teria procurado o Pai de Santo na esperança de diminuir as dores causadas por uma doença. Entretanto, depois de ser submetida aos abusos, ela questionou um doutrinador da religião sobre os atos praticados. "Essa pessoa questionou alguém que conhece as práticas das sessões e confirmou que nada disso fazia parte. Foi, então, que ela denunciou", explicou.

No local em que as sessões eram praticadas, a Polícia Civil encontrou muita bebida alcoólica que era oferecida pelo Pai de Santo à vítimas no intuito de deixá-las desacordadas. Pelo menos duas adolescentes e duas mulheres foram abusadas pelo suspeito. 

A Polícia Civil acredita que outras mulheres também tenham sido vítimas de Marcos Paulo Chaves. Ele foi autuado por estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude e em seguida à Penitenciária Estadual de Rio Grande (Perg).


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