Pacto pela Paz

Pacto pela Paz termina 2018 com bons números

Balanço aponta diminuição nos crimes violentos letais e também nos roubos em geral na cidade

04 de Janeiro de 2019 - 12h00 Corrigir A + A -

Por: Redação
web@diariopopular.com.br

O principal programa de segurança pública do município terminou 2018 com balanço positivo. No ano que passou, foi registrada queda de 24,5% nos crimes violentos letais (homicídios, feminicídios e latrocínios); os registros de roubo a residência também caíram, estes em 36%; o número de roubos a transporte público apresentou queda de 29%; e o total de veículos recuperados cresceu 71% no ano em que 512 armas ilegais foram apreendidas. Além disso, o mês de novembro também ficou marcado por ser o de menor acúmulo de ocorrências desde janeiro de 2016.

Durante o ano, algumas ações contribuíram para a cultura pacífica proposta pelo Pacto Pelotas pela Paz. A Operação Integrada, que tem por objetivo elevar a sensação de segurança da população, teve 510 edições. Foram abordadas 16 mil pessoas e vistoriados 8,6 mil veículos, resultando em 120 prisões.

Valorização do Jovem
Para funcionar também como prevenção, o Pacto atua com iniciativas que protegem crianças e adolescentes. O projeto Erradicação do Sub-Registro de Nascimento, que visa diminuir o índice de crianças sem certidão de nascimento na cidade, registrou 885 bebês dos 2.522 nascidos. Já o Act - Criando Crianças Seguras, busca ensinar disciplina positiva e a importância dos bons exemplos a pais e mães, a fim de melhorar o relacionamento familiar e criar ambientes seguros e livres de violência. As sessões tiveram a participação de mais de 120 famílias.

Pensando nos adolescentes, o projeto Cada Jovem Conta identifica
estudantes em perigo de evasão escolar e ligados a situações de risco para a violência. A iniciativa é desenvolvida entre 25 educandários, 15 Unidades Básicas de Saúde (UBSs e quatro Centros de Referência de Assistência Social Areal (Cras), e tem suporte extra do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), em dez Comitês Territoriais. Foram acompanhados os casos de 197 adolescentes, e há uma evolução em dois quesitos analisados: 58% dos alunos tiveram aumento na frequência escolar e 86%, melhora na conduta, no acumulado dos últimos cinco meses. Cerca de 40 jovens já puderam ser desligados do programa, devido à diminuição dos fatores de risco. No entanto, eles continuam com aporte da rede.

Reintegração social
O Mão de Obra Prisional (MOP), programa que visa a ressocialização e o combate à reincidência no crime através do trabalho de apenados, levou nove presos do regime semiaberto para o serviço de drenagem na praia do Laranjal. Eles foram responsáveis também pela reestruturação da Hospedaria de Grandes Animais. No regime fechado, detentos construíram dezenas de casas para cães errantes de Pelotas. O ano de 2018 também foi marcado pelo início do projeto ArteconP - responsável por instalar uma fábrica de artigos de concreto no Presídio Regional de Pelotas (PRP), dentro das estratégias do Segunda Chance Adulto. Seis apenados do regime fechado estão envolvidos no projeto, viabilizado através de um convênio entre prefeitura, Susepe e Universidade Católica de Pelotas (UCPel).


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados