Investigação

Operação Yallah desmantela quadrilha na fronteira com o Chuí

Segundo a PF, organização criminosa movimentou mais de R$ 230 milhões entre o Brasil e o Uruguai em operações ilegais

24 de Setembro de 2020 - 10h01 Corrigir A + A -
A investigação teve início com a notícia de movimentações financeiras suspeitas envolvendo membros da associação criminosa, que, entre 2016 e 2018. (Foto: Divulgação - PF)

A investigação teve início com a notícia de movimentações financeiras suspeitas envolvendo membros da associação criminosa, que, entre 2016 e 2018. (Foto: Divulgação - PF)

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã (24) a Operação Yallah para desarticular a associação criminosa especializada em evasão de divisas, operação de câmbio ilegal e em lavagem de capitais, estabelecida na fronteira do sul do Brasil (Chuí/RS) com o Uruguai (Chuy/UY).

Cerca de 50 policiais federais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Santa Vitória do Palmar (3), Chuí (7) e Uruguaiana (1). Também foram cumpridas ordens judiciais de bloqueio de ativos em contas bancárias de seis pessoas físicas e jurídicas e a indisponibilidade de nove veículos que superam um R$ 1 milhão em valores de mercado. As medidas foram expedidas pela 11ª Vara Criminal da Justiça Federal de Porto Alegre.

A investigação teve início com a notícia de movimentações financeiras suspeitas envolvendo membros da associação criminosa, que, entre 2016 e 2018, teriam movimentado mais de R$ 230 milhões entre diversas contas bancárias.

O inquérito policial aponta a existência de uma rede de pessoas físicas e jurídicas, todas residentes ou sediados na fronteira entre o Brasil e o Uruguai, que receberiam em contas bancárias valores oriundos das mais diferentes regiões do Brasil. A associação criminosa é responsável por gerenciar uma rede de contas bancárias, muitas vinculadas a laranjas e a empresas de fachada. Após o aporte dos valores nas contas de controle dos membros da associação criminosa, o grupo operacionalizava o saque, o transporte e a entrega dos valores em casas de câmbio e em outras instituições financeiras do Uruguai.

A Operação foi denominada Yallah, uma expressão usual na região, alusiva a origem dos principais investigados.


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