Ação policial

Operação combate crimes sexuais em quatro estados

No RS foram cumpridas ordens judiciais em Pelotas, Rio Grande, Porto Alegre e outros seis municípios

25 de Novembro de 2020 - 22h49 Corrigir A + A -
Suspeitos têm acusações envolvendo produção de material com menores (Foto: Reprodução - Twitter)

Suspeitos têm acusações envolvendo produção de material com menores (Foto: Reprodução - Twitter)

Perícia checou material nos locais investigados (Foto: Jorge Batista - Polícia Civil)

Perícia checou material nos locais investigados (Foto: Jorge Batista - Polícia Civil)

Foi deflagrada nesta quarta-feira (25) a Operação Black Dolphin, ação integrada das Polícias Civis de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O objetivo da operação foi combater crimes sexuais infantojuvenis, tanto no meio virtual quanto fora dele.

A Operação Black Dolphin começou com uma investigação da Polícia Civil de São Paulo em 2018 que descobriu, após constante monitoramento, o plano de um homem que pretendia vender sua sobrinha para predadores sexuais na Rússia. A intenção dele era levá-la para a Disney da Europa e entregá-la aos criminosos na Rússia, alegando que ela teria desaparecido no parque.

A partir dessa investigação, se desenvolveram trabalhos de monitoramento, inclusive na deep web, revelando uma rede de predadores sexuais, principalmente infantojuvenis, que produzem, vendem e compram vídeos de crianças em situações de vulnerabilidade sexual. Também há indícios de sequestro e tráfico de crianças e jovens para fins de exploração sexual.

Por meio da Polícia Civil de SP foi realizado o levantamento de aproximadamente 220 alvos espalhados em todo estado de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

No estado gaúcho, mais de 50 policiais civis, com o apoio de peritos do Instituto-Geral de Perícias, cumpriram nove mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão. As ordens judiciais foram cumpridas em Pelotas, Rio Grande, Porto Alegre, Gravataí, Santa Rosa, Três de Maio, Frederico Westphalen, Soledade e Carazinho.

Os alvos das operações são suspeitos de produzir, divulgar, publicar, compartilhar, armazenar, compartilhar e até mesmo comercializar fotos e vídeos de crianças e adolescentes em cenas de sexo explícito ou cunho pornográfico, inclusive estupros e abusos. Durante as buscas os policiais procuraram arquivos digitais, como fotos e vídeos, que contenham cenas de abuso sexual infantil.

Black Dolphin é o apelido de uma penitenciária na Rússia, considerada como uma das mais seguras e temidas do mundo. Na frente do prédio há uma estátua de um golfinho preto, construída pelos internos. Os indivíduos investigados, no ambiente obscuro e sombrio da deep web, chegavam a comentar que somente a Black Dolphin seria capaz de detê-los, menosprezando o trabalho da polícia.

 


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