Repressão

Operação A Família prende cinco no Capão do Leão

Organização criminosa atuava com extrena violência, agredindo e sequestrando as vítimas

30 de Novembro de 2021 - 16h13 Corrigir A + A -
Dos seis mandados de busca e apreensão, a polícia recuperou vários objetos roubados.  (Foto: Divulgação - DP)

Dos seis mandados de busca e apreensão, a polícia recuperou vários objetos roubados. (Foto: Divulgação - DP)

Uma ação de repressão deve por fim a onda de roubos a residências, a empresas, de veículos, sequestro, cárcere privado e extorsão, ocorridos no Capão do Leão e interior de Pelotas. A Operação A Família desencadeada ontem por agentes da Delegacia de Polícia local, com o apoio da 18ª Região Policial, resultou na prisão de quatro pessoas e mais uma em flagrante. Conforme o delegado de Polícia Sandro Bandeira, foram cumpridos seis Mandados de Busca e Apreensão e cinco Mandados de Prisão Preventiva, que resultaram na prisão de quatro suspeitos de integrarem a associação criminosa, um por posse ilegal de arma de fogo e na apreensão de diversos celulares, ferramentas e arma de fogo.

A investigação teve início há quatro meses, após registros de diversos crimes de roubos, seguidos de sequestro, cárcere privado e extorsão. Foram identificados 15 suspeitos, homens e mulheres, de integrarem a associação criminosa, sendo três deles adolescentes e nove pertencem a mesma família.
Foi apurado ainda que o grupo de criminosos atuava com extrema violência, agredindo as vítimas e forçando-as a entregar cartões de crédito/débito com as respectivas senhas, para usar no comércio. Os carros também eram roubados.

Em dois dos crimes cometidos num período de 20 dias contra as mesmas vítimas, o bando invadiu a residência, sequestrou as vítimas e as levou para um cativeiro, onde foram mantidas por mais de 14 horas. Durante este período, uma das vítimas foi levada a uma agência bancária e forçada a efetuar saques em dinheiro e entregar aos assaltantes, bem como efetuar transferência de valores através de PIX para conta bancária de um "laranja" da associação. A Polícia Civil segue nas investigações, visando a prisão de todos os envolvidos no menor prazo possível. Qualquer informação pode ser repassada anonimamente pelos telefones: (53) 3275-1400 ou 3275-1005 e ainda 197.


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