Criminalidade

Onda de furtos assusta moradores de região do Centro

Só em um estabelecimento foram quatro investidas em um mês. Suspeito chegou a ser detido

14 de Setembro de 2021 - 09h25 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

Em um estabelecimento, foram quatro arrombamentos em um mês.  (Foto: Divulgação - DP)

Em um estabelecimento, foram quatro arrombamentos em um mês. (Foto: Divulgação - DP)

Suspeito chegou a ser flagrado pelos moradores. (Foto: Divulgação - DP)

Suspeito chegou a ser flagrado pelos moradores. (Foto: Divulgação - DP)

Furto de fios foi neste último sábado. (Foto: Divulgação - DP)

Furto de fios foi neste último sábado. (Foto: Divulgação - DP)

Uma onda de furtos e arrombamentos vem amedrontando moradores de uma região do Centro de Pelotas. Para as vítimas, a sensação de insegurança aumenta sempre que o ato ilícito se repete. Impotência e indignação também são sentimentos que fazem parte da vida dos moradores e comerciantes das redondezas das ruas Marechal Deodoro, Barão de Santa Tecla, Professor Araújo e Rafael Pinto Bandeira, próximas à Cohabpel. Na última tentativa criminosa, um suspeito foi flagrado por um morador e acabou detido. A Brigada Militar foi acionada e o homem de 32 anos, já conhecido de todos por frequentemente aparecer nas imagens das câmeras de monitoramento, foi levado para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Como não houve flagrante, ele acabou liberado. Pelo Boletim de Ocorrência, as equipes da 1ª Delegacia de Polícia Civil passam a investigar o caso.

“Estamos apavorados e de mãos atadas pois não há o que fazer”, disse uma das vítimas, que no último sábado foi mais uma vez alvo da criminalidade. Um homem, sem a preocupação de esconder o rosto, furtou metros de fios de internet. Como no Big Brother da vida real, tudo foi gravado. Uma das maneiras encontradas pelas vítimas para se manterem alertas foi a criação de um grupo de WhatsApp, com a comunicação imediata de qualquer suspeita. Um deles foi além e divulgou a situação nas redes sociais. “A partir daí, passei a receber várias ofertas de empresas de segurança privada”, observou.

“Os arrombamentos são constantes. Aqui já foram quatro vezes. À noite, de madrugada, ao amanhecer e até à luz do dia”, relatou outra vítima, que integra outro grupo de mensagens instantâneas. Ela conta que vários moradores já saíram em busca do suspeito, que se esconde em casas abandonadas. “Os proprietários deixam à mercê dos bandidos e isto precisa ser resolvido. A prefeitura ou o poder correspondente poderiam exigir a manutenção, a poda, a iluminação e/ou o fechamento desses locais”, sugeriu.

A vítima confirma que o autor é conhecido na região e reconhece o atendimento de prontidão da Brigada Militar, que chegou a capturar o suspeito. Seu lamento é pela Lei Penal, que, mesmo com provas, fotos e vídeos que as vítimas apresentaram, não garantiu a manutenção da prisão, pois o material não configura flagrante. “Trabalhamos para pagar as contas dos prejuízos dos arrombamentos, como telhado, madeiramento, mão de obra, concertina, cerca, alarme, sensores... Nosso sono não é mais tranquilo e, ainda sim, no outro dia temos que sair para trabalhar, mesmo desgastados. A situação é crítica, nunca tínhamos vivido um momento de tamanha insegurança como esse”, admitiu. O pedido do grupo aos órgãos de segurança pública é de fiscalização das casas abandonadas, terrenos e prédios.

Indicadores

Embora os relatos das vítimas, o último balanço dos indicadores da criminalidade, divulgado pela Secretaria de Segurança Pública (SPP) do Estado, aponta que o número de registros de furtos se manteve estável em Pelotas. Foram 158 ocorrências registradas, sete a mais que em julho. Já no comparativo com o mesmo mês de 2020, o número de furtos registrados teve aumento de 8,2%. “Temos acompanhado semanalmente os índices e os crimes cometidos na cidade e não vislumbramos grandes variações”, disse o secretário interino de Segurança Pública de Pelotas, José Apodi Dourado.

A autoridade ressalta ainda que os índices, inclusive, têm se mantido baixos devido às reuniões e às estatísticas colhidas através dos registros de ocorrências. “Esses registros, além de serem debatidos aqui no município, são os mesmos que enviamos à Secretaria de Segurança estadual. A base é nossa e, como disse, a redução é clara”, destacou. Na situação enfrentada por esses comerciantes e moradores, o secretário disse que é preciso uma interação melhor sobre as ocorrências para trabalhar o tema com os demais órgãos de segurança.


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