Sistema penitenciário

Obras que comprometem estrutura do PRP devem se iniciar nos próximos dias

Reformas nas galerias C e D foram finalizadas e detentos das alas A e B passarão a ocupar os locais

05 de Novembro de 2019 - 20h00 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

 (Foto: Paulo Rossi - DP)

(Foto: Paulo Rossi - DP)

 (Foto: Paulo Rossi - DP)

(Foto: Paulo Rossi - DP)

Quase um mês após a transferência de mais de 200 detentos e detentas, do Presídio Regional de Pelotas (PRP) para a Penitenciária Estadual de Rio Grande (Perg), as obras nas celas das galerias C e D foram finalizadas. Agora, os presos que estão nas alas A e B - que correm risco de desabamento por conta de uma caixa d'água - serão remanejados aos espaços para que a reforma da estrutura comprometida seja iniciada.

A transferência dos 267 presos - 204 homens e 63 mulheres - ocorrida no último dia 14, se deu pelo perigo que o equipamento tem causado ao prédio, o que acaba colocando em risco a vida de servidores, visitantes, presos e grupos que prestam serviços no PRP. "A maneira viável que encontramos foi essa. Colocamos os apenados da C na galeria feminina e os detentos da D foram para a Perg, que apesar de estar lotada, tem espaço físico para abrigar temporariamente esses presos", explicou a delegada da 5ª Região Penitenciária, Deisy Vergara Petrucci.

As obras nas galerias C e D foram realizadas através da mão de obra prisional e o material custeado com verbas doadas pela Vara Regional de Execuções Criminais (VEC) no valor de R$ 45 mil. Os apenados reformaram a rede elétrica, taparam buracos e pintaram as paredes de 38 celas - 22 da C e 16 da D. "Nos próximos dias, então, haverá a realocação dos apenados da A e da B para essas celas para que, depois de tudo reformado, a situação volte à normalidade", comentou a delegada. A previsão é que, num total, o período de obras seja de seis meses. "Assim que ficar pronta e for possível ocupar, os presos que estão fora poderão retornar para Pelotas", disse Deisy.

A delegada explicou que os presos que são ligados aos detentos da galeria D, serão encaminhados à Perg, no entanto, até o momento não houve prisões nesse sentido. Já as mulheres, como não há ala feminina, estão sendo conduzidas diretamente para Rio Grande. "Nos demais casos estamos recebendo presos normalmente."

A TGF Engenharia será a responsável pelo projeto de recuperação das galerias em que a caixa d'água causa riscos. O custo total é de R$ 428.233,71. O Ministério Público (MP), no ano passado, já havia apontado o risco de desabamento por conta de infiltrações e afundamento do teto causado pelo equipamento com capacidade de aproximadamente 70 mil litros. As galerias, inclusive, chegaram a ser interditadas por decisão judicial para que a Susepe tomasse as providências necessárias, entretanto, dias depois, laudo da Susepe apontou que não havia risco de "colapso".


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