Pacto pela Paz

O desafio de manter em queda os indicadores criminais de Pelotas

1º Seminário de Boas Práticas nas Operações Integradas apontou a importância de cada órgão da segurança nos resultados obtidos

23 de Novembro de 2021 - 18h45 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

Transparência. Plateia acompanhou como é feito o trabalho do Observatório de Segurança. (Foto: Roger dos Anjos - BM)

Transparência. Plateia acompanhou como é feito o trabalho do Observatório de Segurança. (Foto: Roger dos Anjos - BM)

Transparência. Plateia acompanhou como é feito o trabalho do Observatório de Segurança. (Foto: Roger dos Anjos - BM)

Transparência. Plateia acompanhou como é feito o trabalho do Observatório de Segurança. (Foto: Roger dos Anjos - BM)

A partir desta quarta-feira (24), os 20 novos agentes de Trânsito que integram o quadro de servidores há três semanas passam a atuar nas Operações Integradas, um dos 40 programas do Pacto Pelotas pela Paz. Como forma de incentivo para essa turma e também para todos os que estão à frente das fiscalizações há quatro anos e meio, como Brigada Militar, Polícia Civil, Defesa Civil, Guarda Municipal Bombeiros Militar, Vigilância Sanitária e Secretaria de Mobilidade, o Theatro Guarany foi palco de uma apresentação diferente e que está ganhando proporções internacionais. A metodologia das Operações Integradas foi apresentada pela guarda municipal e responsável pelo Observatório de Segurança Pública de Pelotas, Cíntia Aires, elogiada pelos coordenadores de cada unidade participante, pelo trabalho de cruzamentos de dados da criminalidade que possibilita, a cada semana, traçar novas estratégias de combater a violência no município.

“O desafio agora é manter em queda os indicadores da criminalidade. Isso é Política Pública sustentável, efetiva”, disse a prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas (PSDB), em sua fala na abertura do evento. Para a gestora municipal, o Pacto foi tão desafiador que a motivou a tentar mais quatro anos à frente do Executivo. “Nós temos em mãos várias ferramentas que podem ser levadas adiante para preservar vidas.” Paula cita que Pelotas é referência no Brasil inteiro e uma Universidade Internacional quer estudar o programa. “Eu digo sempre que temos dois valores fundamentais: um é trabalho com evidência científica e o segundo é a integração. Quando juntamos nossos conhecimentos, capacidades, experiências, ficamos muito mais fortes e preparados para enfrentarmos de forma permanente a criminalidade.”

Em 2017

Na fala de cada um dos coordenadores dos órgãos que compõem as Operações Integradas, todos voltaram no tempo e lembraram o quanto era difícil, burocrático conseguir organizar uma fiscalização e poder contar com apoio de uma ou duas unidades. “Hoje se quisermos fazer uma operação à tarde, podemos. Basta um WhatsApp”, ressaltou o comandante do 4º BPM, major Paulo Renato Scherdien. O comandante da GM, Igor Bretanha, lembrou que no início era uma operação por semana e que tinha que buscar efetivo até que fossem feitos os ajustes necessários. O titular da 18ª Delegacia Regional de Polícia Civil, delegado Márcio Steffens, comentou que no início questionava qual deveria ser a participação nesse processo e entendeu que poderia ser o diferencial. Com experiência em outras cidades, o comandante do Corpo de Bombeiros, unidade Pelotas, major Daniel Pierobon, disse que não tinha visto nada igual a esse tipo de integração.

O secretário de Segurança Pública de Pelotas, José Apodi Dourado, destacou que a unidade é fundamental para o trabalho de fiscalização e se empenhou em lançar uma campanha para buscar aqueles devedores das multas aplicadas durante a pandemia, em descumprimento do decreto, para que o trabalho feito pela GM não seja perdido. Alberto Sopitei, diretor executivo do Instituto Cidade Segura e consultor do Pacto Pela Paz, por meio de vídeo assegurou que o Pacto é considerado no Brasil e em toda América Latina como uma experiência transformadora. “Tudo que é feito na cidade em relação a segurança tem base científica”, ressaltou.

Pacto em números

Na apresentação do painel, Cintia Aires falou sobre o Observatório e das Operações Integradas e como as ações se transformam em estatísticas. Durante as reuniões semanais são dados os informes gerais, depois a discussão das ações realizadas na semana, apresentação dos indicadores monitorados e o planejamento da próxima semana. Na metodologia de coleta e análise de dados são levados em consideração a coleta das informações no consultas integradas ou recebimento pelos órgãos parceiros; qualificação dos endereços das ocorrências e tratamento de dados; geocodificação dos endereços; produção de mapas de calor nos SIGs; análise quantitativa; análise qualitativa para traçar padrão criminal, como por exemplo o roubo a pedestre (veja gráfico) produção de relatórios semanal (Operações Integradas) e Mensal (GGI-M); e construção do Plano de Policiamento Integrado - PPI.

Mais números
1.134 Operações Integradas
255 reuniões de planejamento
56.257 pessoas abordadas
27.208 veículos abordados

Autuações (de janeiro a outubro deste ano)
Vigilância Sanitária: 418 Atividades entre notificações, autuações, e ações para dissolução de aglomerações de pessoas.
Mobilidade urbana: 56 interdições
Bombeiros: 114 Vistorias extraordinárias; 52 Notificações de infração; 24 autos de infrações; e 4 Interdições
Guarda Municipal (17 julho 2019 a outubro 2021):
4.725 autos de infração (60% - Pessoa que participa de aglomeração sem utilização de máscara)
Trânsito: Foram 30 mortes a menos de pessoas em acidentes fatais entre 2019 e 2021 (até outubro) e menos 1.087 acidentes nesse período


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