Agressão

Mulher denuncia agressão ao ser retirada de festa em Canguçu

Vídeo publicado nas redes sociais mostra seguranças arrastando a suposta vítima após ser imobilizada por outra mulher

27 de Julho de 2022 - 18h00 Corrigir A + A -
Momento em que Célia Renata cai e é arrastada pelos seguranças (Foto: Redes sociais)

Momento em que Célia Renata cai e é arrastada pelos seguranças (Foto: Redes sociais)

Um vídeo de uma mulher arrastada pelo chão ao ser retirada de uma festa em Canguçu no  domingo (25) tem repercutido no município nos últimos dias. As imagens mostram Célia Renata do Canto Bandeira, 32, sendo imobilizada por uma outra mulher com o apoio de agentes de segurança privada do local e, depois de caída, carregada à força para a área externa do Esporte Clube Cruzeiro, onde o evento era realizado. Um boletim de ocorrência foi registrado por Célia, que denuncia ter sido vítima de agressões injustificadas.

Segundo relato dela aos policiais, afirma que notou estar sendo observada pelos seguranças desde que entrou na festa e, depois de algum tempo, teria ocorrido a agressão gravada em vídeo. "Entramos, eu e minha mãe, em torno das 19h. Bebemos, comemos, tudo normal. Minha mãe foi embora e eu fiquei porque tinha alguns conhecidos. Estava dançando e brincando e em nenhum momento importunei alguém. Simplesmente estava na copa quando me agarraram, como se eu fosse uma criminosa, e me jogaram para fora", diz Célia em conversa com a reportagem. Ela diz não ter sido informada da razão de sua retirada do evento, nem do motivo da imobilização com um golpe conhecido por "mata leão" por parte de uma mulher que não integrava a equipe de segurança.

Conforme Célia, após ser arrastada para fora do clube, ela pulou o muro de volta para tentar recuperar bolsa, documentos e celular que teriam ficado na festa. "Entrei depois em contato com o promotor da festa e ele disse não ter visto agressão nenhuma. Como assim? Olha o que fizeram comigo. Não fiz nada e, mesmo se tivesse feito, nada justifica a forma como me trataram", reclama. Ela afirma ainda que, em troca de áudios com o responsável pelo evento, ele teria dito não presenciar as agressões e que Célia poderia processar o clube caso entendesse necessário.

Defesa do clube contesta versão

Advogado do Esporte Clube Cruzeiro, Paulo Ricardo da Silva Brito sustenta que, em contato com a equipe de segurança, teria havido relato diferente dos fatos. Segundo ele, Célia teria importunado outras pessoas na festa, inclusive um segurança. "Ela foi convidada a se retirar e saiu tranquilamente. Foi fechado o portão e ela pulou o muro e invadiu o evento novamente, totalmente transtornada, agredindo uma das seguranças, inclusive rasgando as roupas. Ela não queria sair e teve que se usar de uma forma de mais rigor para ela sair. Pela imagem que está circulando, ela caiu, mas não houve agressões contra ela."

O clube, ainda conforme o advogado, afirma ter monitoramento por câmeras e as imagens serão buscadas para fornecer às autoridades e a Célia, caso ela solicite. "Também temos várias testemunhas sobre o comportamento dela dentro do clube", diz Brito, ressaltando caber às autoridades a apuração sobre as agressões denunciadas.

Célia registrou boletim de ocorrência na 18ª Delegacia de Polícia Regional do Interior, em Canguçu, e deve passar na quinta-feira (28) por exame de corpo de delito. Também pretende consultar advogados. Ela nega a acusação de que teria importunado participantes e seguranças da festa. "Só quero que fique tudo bem. E que eles não façam mais nada parecido com outras pessoas. Porque o que fizeram comigo foi de uma brutalidade sem fim", diz.

 


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