Colônia de Pescadores

Moradores reclamam de ação da Patram na Z-3

Patrulha Ambiental e Ibama estiveram no local para apreensão de redes ilegais; houve correria, tiros e arremesso de pedras

13 de Fevereiro de 2020 - 16h36 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

 (Foto: Jô Folha - DP)

(Foto: Jô Folha - DP)

 (Foto: Jô Folha - DP)

(Foto: Jô Folha - DP)

"Eles já chegaram metendo pé na porta dos galpões e cortando as redes. Deram tiros no meio de crianças, espirraram spray de pimenta e agrediram os moradores, inclusive mulheres". O desabafo é de um pescador e morador da Colônia Z-3 que estava na confusão ocorrida nesta quinta-feira (13), entre a Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram) e pescadores, na localidade conhecida como Divineia. 

De acordo com a Brigada Militar (BM), a Patram recebeu denúncia de que no local haviam redes de pesca ilegal. A Patrulha ambiental acompanhada do Ibama, em ação conjunta, seguiram até o endereço informado e encontraram o material. Os pescadores, no entanto, reclamam que as redes estavam vazias, paradas e guardadas. "Cortaram nossas redes mesmo elas estando paradas. Entraram nos galpões sem autorização. Sabemos que as redes são proibidas mas não estavam na água ou com peixe. Tudo desproporcional e sem respeito algum", disse um pescador. 

A ação da Patram gerou revolta nos moradores e, indignados, começaram questionar a ação. Conforme contado pelos pescadores, diante do tumulto que se formou a partir da apreensão do material, os policiais efetuaram disparos para o alto, agrediram moradores - inclusive mulheres - e espirraram spray de pimenta. A comunidade, então, passou a atirar pedras nas viaturas. Uma policial ficou ferida no pé devido a uma pedrada. Ela foi socorrida e encaminhada ao atendimento médico. Depois da confusão, crianças recolhiam e brincavam com estojos encontrados na localidade, alguns calibre.12. "Esperamos anos e anos por uma safra boa. Aí a polícia vem aqui e faz o que quer. Eles têm ideia do que representa o prejuízo que eles deixaram na nossa comunidade? Muitas coisas que eles destruíram era o sustento de diversas famílias daqui. Não respeitaram ninguém", lamentou um pescador que mora na Z-3 há mais de 40 anos.

Vídeos que circulam pelas redes sociais e grupos de WhatsApp mostram a confusão na Z-3. Em alguns é possível ouvir o estampido dos tiros e muita correria. Em outro, aparecem moradores arremessando pedras contra os policiais. Segundo relatos, ao menos seis viaturas participaram da ação. 

A reportagem do Diário Popular tenta contato com o comando da Patram mas até o momento não houve retorno. 

 


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