Violência

Morador do Laranjal é assassinado no trapiche

César Azevedo estava com amigos quando três suspeitos chegaram e um deles atirou contra o rapaz

11 de Janeiro de 2019 - 11h59 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

César Azevedo, 29, estava no trapiche bebendo com amigos quando três suspeitos em um Corsa chegaram e começaram a discutir com o grupo em que a vítima estava. Logo em seguida, um homem que já foi identificado pela polícia sacou uma arma e atirou contra o rapaz que teria tentado apaziguar a situação. César morreu no local. (Foto: Paulo Rossi - DP)

César Azevedo, 29, estava no trapiche bebendo com amigos quando três suspeitos em um Corsa chegaram e começaram a discutir com o grupo em que a vítima estava. Logo em seguida, um homem que já foi identificado pela polícia sacou uma arma e atirou contra o rapaz que teria tentado apaziguar a situação. César morreu no local. (Foto: Paulo Rossi - DP)

A polícia tenta localizar o homem apontado como autor do disparo que matou César Azevedo, 29, na manhã desta sexta-feira (11), no Laranjal. De acordo com o delegado plantonista, Ivan Salengue, o rapaz foi assassinado após um desentendimento com causas que ainda estão sendo apuradas pela polícia. "É motivo fútil. Não tem uma definição porque um dos que já foi preso disse que a vítima teria tido um desentendimento anterior, há algum tempo", disse. Dos três envolvidos no caso, um homem foi preso e um menor apreendido.

Conforme a polícia, César estava no trapiche bebendo com amigos quando três suspeitos em um Corsa chegaram e teria iniciado uma discussão com o rapaz. O homem apontado como autor do disparo teria sacado uma arma e apontado para a vítima na frente de todos que estavam no local. Enquanto isso, uma outra pessoa teria tentado intervir na discussão e um dos suspeitos que chegou no veículo teria quebrado uma garrafa e ameaçado a testemunha caso ela intervisse no caso. César foi atingido no olho e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado mas ele já estava morto.

Na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento, o homem não deixou o amigo de Azevedo intervir na discussão foi autuado em flagrante por homicídio. "Ele teve a chance de evitar que isso acontecesse mas fez ao contrário, chegou a quebrar uma garrafa para que ninguém se metesse. Embora não tenha sido o autor do disparo, é considera partícipe", comentou o delegado Ivan.

Logo após o crime, os criminosos fugiram, mas dois deles foram presos pela Brigada Militar (BM) dentro de um lava-jato, próximo ao Hospital Espírita. Com a dupla detida, a BM não encontrou a arma utilizada para matar César. Testemunhas que estavam com a vítima no momento do crime preferiram não dar entrevistas à reportagem.

César Azevedo era morador do Laranjal. Pelas redes sociais, amigos lamentaram a morte do rapaz. "Não acredito que tu se foi, mano. Ontem ainda nos tava dando risada .. falando bobagem.. vai fazer falta.. Descansa em paz" (sic), escreveu um amigo.

O assassinato de César é o segundo homicídio praticado nesta semana em Pelotas e o terceiro do ano. No mesmo período do ano passado, nove pessoas haviam sido mortas.


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