Criminalidade

Mapa da Violência 2020 aponta redução de 26% nos homicídios

O estudo reúne os principais indicadores criminais de 29 municípios pertencentes à Zona Sul do Estado

15 de Outubro de 2020 - 18h57 Corrigir A + A -
Em 2019, contrariando as estatísticas, Canguçu dobrou o número de casos e Turuçu teve o primeiro registro de homicídio em cinco anos. (Foto: Divulgação - DP)

Em 2019, contrariando as estatísticas, Canguçu dobrou o número de casos e Turuçu teve o primeiro registro de homicídio em cinco anos. (Foto: Divulgação - DP)

Um novo e atualizado Mapa da Violência foi desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Política Social e Direitos Humanos da Universidade Católica de Pelotas (PPGPSDH/UCPel). O estudo, que reúne os principais indicadores criminais de 29 municípios pertencentes à Zona Sul do Estado, aponta uma redução de 26% nos homicídios. Iniciado no ano passado, o projeto realizou sua coleta de dados diretamente com fontes oficiais e as taxas de homicídios foram calculadas de acordo com as estimativas populacionais divulgadas pelo IBGE.

A segunda edição conta com novidades. "Incluímos os registros de violência contra a mulher e também do sistema prisional. Desenvolvemos ainda análises sobre dados relativos aos homicídios e aos crimes de abigeato", explica o coordenador do projeto, professor Samuel Rivero.

Avaliação geral

Frente aos resultados, a conclusão é de que os números nem sempre acompanham as tendências de queda ou crescimento do Estado. "A região apresenta peculiaridades próprias e movimentos da cena criminal que precisam ser melhor compreendidos dentro desse contexto regional", considera o professor. Destacam-se as oscilações em cada município. Enquanto o registro total de vítimas de homicídios na Zona Sul ofereceu uma redução de 26% em 2019, alguns municípios apresentaram quedas ainda mais expressivas como 53,8% em Encruzilhada do Sul; 72,3% em São José do Norte; e 75% em Candiota. Por outro lado, Canguçu dobrou o número de casos e Turuçu teve o primeiro registro de homicídio em cinco anos.

A violência, segundo Rivero, agrava-se na região conforme a carência de políticas públicas permanentes, intersetoriais e articuladas, tanto de prevenção quanto de repressão qualificada. Neste sentido, o estudo da UCPel representa um instrumento para análise e elaboração de medidas mais efetivas e adequadas aos problemas de Pelotas e região.

Monitoramento periódico

O Mapa da Violência deve manter a frequência anual, incrementando cada vez mais as análises, ampliando as fontes de dados e avançando em proposições para o desenvolvimento da segurança para a Zona Sul. O projeto é desenvolvido pelo Grupo de Estudos em Segurança Pública (GESP), vinculado ao Grupo Interdisciplinar de Trabalho e Estudos Criminais-Penitenciários (GITEP/PPGPSDH), sendo executado com a participação de professores, alunos e bolsistas de iniciação científica.

 


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