Investigação

Liderança de organização que extorquia empresas de vigilância é presa

A prisão de L.E.M., ocorreu após denúncias anônimas à Polícia Civil de que o homem estaria coagindo testemunhas. L.E.M. - inclusive - já tinha uma outra empresa com os mesmos fins só que em nome da mulher

28 de Novembro de 2018 - 14h27 Corrigir A + A -
L.E.M., havia sido preso em setembro durante a Operação Pedágio e ficou 33 dias na galeria B, do Presídio Regional de Pelotas (PRP). (Foto: Polícia Civil)

L.E.M., havia sido preso em setembro durante a Operação Pedágio e ficou 33 dias na galeria B, do Presídio Regional de Pelotas (PRP). (Foto: Polícia Civil)

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (28) uma das lideranças de uma organização criminosa formada por donos de empresas de segurança privada e integrantes de facção com atuação em Pelotas e no Capão do Leão.

L.E.M., havia sido preso em setembro durante a Operação Pedágio e ficou 33 dias na galeria B, do Presídio Regional de Pelotas (PRP). A investigação da 18ªDelegacia de Polícia Regional apontou que os criminosos extorquiam e ameaçavam moradores bem como proprietários de outras empresas de vigilância e zeladoria que atuavam nos mesmo bairro do bando.

A prisão de L.E.M., ocorreu após denúncias anônimas à Polícia Civil de que o homem estaria coagindo testemunhas. O homem - inclusive - já tinha uma outra empresa com os mesmos fins só que em nome da mulher. Conforme a Polícia Civil, as placas da nova empresa estavam sendo substituídas pela da outra, de propriedade do acusado.

Desde o início das investigações, em abril deste ano, mais de dez empresas que exerciam atividades de vigilância e zeladoria fecharam por conta das ameaças e taxas cobradas pelos criminosos. A Polícia Civil apura ainda homicídios e tentativas de homicídio que podem estar vinculados com a organização criminosa.

Em outubro, a Delegacia do Capão do Leão deflagrou a Operação Tisífone com foco nos homicídios praticados no município ligados à facção; um deles é a execução de Giovane Duarte dos Santos, 19. O jovem caminhava pela rua Pedro Silveira Lopes quando foi atingido por nove disparos de arma de fogo. Segundo a polícia, a morte de Giovane teria sido uma represália de criminosos à atividade que ele exercia em uma empresa de vigilância do município.

L.E.M., foi encaminhado ao Presídio Regional de Pelotas (PRP).


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