Ato

Levante Feminista lança campanha nacional contra o feminicídio

Coletivo crê em subnotificação do crime durante a pandemia

24 de Abril de 2021 - 10h41 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Braço do coletivo em Pelotas se fará presente no lançamento (Foto: Reprodução)

Braço do coletivo em Pelotas se fará presente no lançamento (Foto: Reprodução)

É neste cenário sombrio de ameaça à vida das mulheres em todos os sentidos, com pandemia, crimes de gênero e agravado pela volta da fome que o Levante Feminista, coletivo suprapartidário auto-organizado e auto-financiado, lançou a campanha nacional “Nem Pense Em Me Matar” apoiada na ideia de que “quem mata uma mulher mata a humanidade”. A ideia agora se expande regionalmente pelos estados brasileiros através de uma live neste domingo.

Tendo como signos um girassol, a cor amarelo-ouro e o rosto de uma mulher negra, a campanha contra o feminicídio chega ao Rio Grande do Sul com o objetivo de tirar o estado do vergonhoso pódio dos que mais matam mulheres no país, apenas por serem mulheres. Situação agravada pela necessidade de isolamento social imposta pela pandemia de Covid-19 e pela crise econômica que demite antes e mais as mulheres, as confinou justamente no lugar mais perigoso: a casa.

Pela necessidade de cuidados com a saúde de todas e todos, foi escolhido o formato virtual, em live giratória, para o lançamento gaúcho da campanha no próximo domingo (25), das 17h às 18h30, a partir da página do movimento no facebook. O evento contará com a leitura do manifesto, divulgação do hino da campanha, falas de ativistas e apresentações de artistas locais.  O comando será de Malu Viana e Ìyá Sandrali Bueno e haveráa presença da filósofa Márcia Tiburi - uma das idealizadoras do Levante.

Importância

Representante do Levante Feminista em Pelotas, e também coordenadora do Grupo Autônomo de Mulheres de Pelotas (GAMP), Diná Lessa Bandeira comentou ao Diário Popular que a campanha se justifica “por ecoar em todos os cantos do país o mesmo grito de basta”.  Na visão da pelotense, há também a necessidade de organizar e reunir a militância feminista para que nossa legislação seja rigorosamente efetiva, para que os casos não virem meramente números. “São histórias de vidas de pessoas que deixam a sociedade órfã, de uma mãe, filha, tia, sogra, enfim... matar uma mulher mata a humanidade, empobrece a sociedade e reforça o sistema machista e conservador, que ainda vê em uma mulher um objeto de posse e controle.”

A militante frisa que pretende-se com a campanha criar uma revolução envolvendo os poderes da sociedade e convidando também homens a se inserirem “ Que entre os homens se promova mais estes debates, que se crie núcleos de discussões sobre o sistema machista, branco e hétero... conversem mais e valorizem a equidade de gênero e raça…”

Confira a live

A live que lançará a campanha ocorrerá na página oficial do movimento no Facebook: https://www.facebook.com/LevanteFeminista2021.


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