Trânsito

Levantamento inédito mapeia riscos dos acidentes de trânsito em municípios

Pelotas se destaca pelos acidentes com motociclistas, enquanto que os acidentes com pedestres idosos são motivo de preocupação em Rio Grande

21 de Setembro de 2021 - 16h23 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Os diagnósticos do DetranRS visam subsidiar as prefeituras para atuarem com mais precisão nos problemas específicos de cada localidade (Foto: Divulgação - DP)

Os diagnósticos do DetranRS visam subsidiar as prefeituras para atuarem com mais precisão nos problemas específicos de cada localidade (Foto: Divulgação - DP)

A cidade de Caxias do Sul registra muitas colisões de veículos com objetos fixos. Gravataí tem a maioria dos acidentes em rodovias. Pelotas se destaca pelos acidentes com motociclistas, especialmente jovens. Em Rio Grande, o maior problema são os acidentes com pedestres idosos. Em Novo Hamburgo, os acidentes em vias municipais ocorrem mais à noite. As constatações acima foram feitas a partir de levantamento inédito do DetranRS divulgado nesta Semana Nacional de Trânsito. O estudo inclui, pela primeira vez, os acidentes de trânsito com lesão corporal e com danos materiais, além de acidentes fatais, que já eram analisados. A base de dados é o Sistema Consultas Integradas, da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Os diagnósticos do DetranRS visam subsidiar as prefeituras para atuarem com mais precisão nos problemas específicos de cada localidade. Inicialmente, foram realizados estudos dos 34 municípios do programa RS Seguro do governo do Estado e outros 16 com alto índice de acidentalidade, totalizando 50. Essa amostra representa 63% da frota registrada no Estado e concentra 51,8% dos acidentes fatais entre 2010 e 2019. Porto Alegre, embora esteja nesse grupo de 50, não teve os dados analisados, pois já conta com um diagnóstico qualificado realizado pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e pela equipe do programa Vida no Trânsito.

Foram analisados todos os 8.708 acidentes fatais no período de 2010 a 2019, além de um total de 62.648 acidentes com lesão e 134.317 ocorrências com danos materiais dos últimos três anos. Os diagnósticos individualizados dos 50 municípios foram encaminhados às secretarias de trânsito das prefeituras, oferecendo assessoria para a avaliação dos dados e desenvolvimento de intervenções de engenharia, educação ou fiscalização.

Os municípios podem também solicitar ao DetranRS e à Secretaria Estadual de Saúde (SES) a inclusão no programa Vida no Trânsito, iniciativa voltada para a vigilância e prevenção de lesões e mortes no trânsito e promoção da saúde, em resposta aos desafios da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década de Ações pela Segurança no Trânsito. O programa, que analisa minuciosamente a acidentalidade nas localidades e propõe soluções específicas, trouxe resultados em Porto Alegre e deve ser estendido para outros municípios do Estado.

Diretor-geral do DetranRS, Enio Bacci reforça o convite para os municípios analisarem os diagnósticos realizados e coloca o DetranRS à disposição para, em parceria com as equipes locais, desenvolver ações mais efetivas de prevenção da acidentalidade.

Os principais resultados do levantamento

Caxias do Sul
• 30,4% colisões (frontais e traseiras), 28% foram atropelamentos e 27,5% envolveram apenas um veículo (choques em objeto fixo, capotagens e tombamentos)
• 49% dos acidentes fatais ocorreram nas vias municipais
• 36% dos acidentes envolveram motocicletas e outros 19% tiveram participação de caminhões
• 28,4% das vítimas fatais eram condutores, seguido de pedestres (26,3%) e de motociclistas (26,1%)

Gravataí
• 38% dos acidentes tiveram o envolvimento de motocicletas
• 27% dos óbitos eram motociclistas, desses, 34,5% eram jovens com até 24 anos
• 34,6 % colisões (frontais e traseiras) e 35,4% foram atropelamentos
• 33,2% dos óbitos eram pedestres, desses, 34,5% eram idosos
• 33% dos acidentes fatais ocorreram durante a noite e outros 21% nas madrugadas
• 44,5% dos acidentes fatais foram rodovias estaduais, desses, 48,5% foram colisões (frontais e traseiras) e 29,2% foram atropelamentos

Novo Hamburgo
• 48,3% dos acidentes tiveram o envolvimento de motocicletas
• 38,4% dos óbitos eram motociclistas, desses, 43% eram jovens com até 29 anos de idade
• 30,2% foram atropelamentos
• 28,2% dos óbitos eram pedestres, desses, 46,2% eram idosos
• 64% dos acidentes fatais no período ocorreram nas vias municipais, 36% destes ocorreram à noite

Pelotas
• 56% dos acidentes tiveram o envolvimento de motocicletas
• 38% dos óbitos eram motociclistas, desses, 59,6% eram jovens com até 34 anos de idade
• 40,6% foram colisões frontais e traseiras e 27% foram atropelamentos
• 25,8% dos óbitos eram pedestres, desses, aproximadamente 50% eram idosos
• 78,3% dos acidentes fatais no período ocorreram nas vias municipais
• nas vias municipais, 30,4% foram atropelamentos e 43,2% desses ocorreram à noite

Rio Grande
• 44,8% dos acidentes tiveram envolvimento de motocicletas
• 35,7% foram colisões frontais e traseiras e 33,2% foram atropelamentos
• 31,2% dos óbitos eram pedestres, desses, 41% eram idosos
• 28,5% dos óbitos eram motociclistas
• 46,6% dos acidentes fatais no período ocorreram nas vias municipais, 48% desses ocorreram durante as noites e madrugadas

Os 50 municípios que receberam o diagnóstico:

Alegrete
Alvorada
Bagé
Bento Goncalves
Cachoeira do Sul
Cachoeirinha
Camaquã
Campo Bom
Canguçu
Canoas
Capão da Canoa
Carazinho
Caxias do Sul
Cruz Alta
Dois Irmãos
Erechim
Esteio
Gravataí
Guaíba
Igrejinha
Ijuí
Itaqui
Lajeado
Montenegro
Novo Hamburgo
Panambi
Parobé
Passo Fundo
Pelotas
Porto Alegre
Rio Grande
Santa Cruz do Sul
Santa Maria
Santa Rosa
Santana do Livramento
Santo Ângelo
São Borja
São Gabriel
São Leopoldo
São Lourenço do Sul
Sapiranga
Sapucaia do Sul
Taquara
Teutônia
Torres
Tramandaí
Triunfo
Uruguaiana
Venâncio Aires
Viamão


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