Operação Pirita

Laboratório de falsificação de moeda é desmantelado pela PF

Chefe da organização criminosa que comandava a fabricação foi preso e pelo menos R$ 2 milhões que circulavam pelo pais foram apreendidos

29 de Julho de 2020 - 09h19 Corrigir A + A -
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão. (Foto: Divulgação PF)

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão. (Foto: Divulgação PF)

Já foram identificadas, apreendidas e retiradas de circulação mais de 28 mil cédulas que teriam sido produzidas pelo grupo, entre notas de 10, 20, 50 e 100 reais.(Foto: Divulgação PF)

Já foram identificadas, apreendidas e retiradas de circulação mais de 28 mil cédulas que teriam sido produzidas pelo grupo, entre notas de 10, 20, 50 e 100 reais.(Foto: Divulgação PF)

A Polícia Federal do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Pirita e desmantelou um laboratório gráfico dedicado à falsificação de notas de real. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do Estado, sendo três em Cruz Alta, um em Canela, um em Torres e um em Três Coroas. Além do líder da organização criminosa, preso em Três Coroas, um médico que negociava notas por redes sociais e enviava pelos Correios, foi preso em flagrante em Torres.

Segundo a Polícia Federal, as investigações demonstraram que uma organização criminosa utilizava maquinário diversificado e várias técnicas gráficas para produzir o dinheiro falso, simulando os itens de segurança das cédulas verdadeiras de Real.

Nos últimos quatro anos, a organização criminosa colocou no meio circulante brasileiro milhares de cédulas falsas. Já foram identificadas, apreendidas e retiradas de circulação mais de 28 mil cédulas que teriam sido produzidas pelo grupo, entre notas de 10, 20, 50 e 100 reais. Tais cédulas falsas, se somadas, atingem o valor de face de quase R$ 2 milhões.

Na ação desta manhã foi apreendida grande quantidade de aparatos para a falsificação de moeda, como papéis, impressoras, tintas, equipamento gráfico variado e material de acabamento; além de novas cédulas falsas prontas e outras em fase de confecção que ainda serão periciadas pela PF.

Além da manutenção do próprio laboratório, já há comprovação de que a organização criminosa realizava a venda das cédulas falsas, via redes sociais. O nome da operação faz alusão ao mineral semelhante a ouro utilizado para enganar incautos desde a Antiguidade. Na verdade, a Pirita é um composto metálico derivado do ferro que não possui as valiosas propriedades do ouro.

Os investigados, com passagens pela justiça, inclusive pela mesma conduta, responderão pelos crimes de Moeda Falsa, cuja pena é de 3 a 12 anos de reclusão e pelo delito de Organização Criminosa, com pena de 3 a 8 anos de reclusão. O preso foi encaminhado à carceragem da Polícia Federal em Porto Alegre, onde permanecerá à disposição da Justiça


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